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Assistir a “Os Simpsons” é bom para a mente

Da Redação | Cultura | 29/04/2007 00:00

Em certo episódio do desenho animado americano “Os Simpsons”, Homer descobre que está sofrendo de depressão. Incapaz de encontrar alguém que o ajude, ele decide inventar uma fórmula caseira do antidepressivo Prozac, feita à base de chocolate e sorvete. O cineasta Gil Poznanski usa esse trecho de exemplo para explicar como “Os Simpsons” pode desmistificar e combater estereótipos, dentre eles o da depressão. “Mesmo sendo um completo idiota, Homer sabe que um antidepressivo pode ajudá-lo”, diz.

O cineasta Gil Poznanski e a psiquiatra Hannah Mendelson, de Melbourne, Austrália, desenvolveram a tese de que o humor pode ser um veículo eficaz na divulgação de questões sérias, tais como os distúrbios mentais – além de combater os estereótipos criados pela sociedade. Segundo Poznanski, se uma criança que assistiu a “Os Simpsons” desenvolver algum problema mental no futuro, ela será capaz de associar o seu distúrbio a uma experiência de um dos personagens do desenho, o que a impedirá de se sentir “um estranho no ninho”.

Hannah, que trabalha em uma instituição psiquiátrica infanto-juvenil em Melbourne, diz que inúmeros episódios de “Os Simpsons” retratam situações comuns ao universo dos distúrbios mentais, tais como distúrbios psiquiátricos, alcoolismo, fobias, stress, grupos de auto-ajuda, depressões e ataques nervosos. "Para os personagens do desenho, esses problemas fazem parte da vida. Enquanto outros programas tentam maquiá-los, “Os Simpsons” usam o humor para retratá-los”, diz Hannah. Nesta semana, Hannah e Poznanski vão apresentar no congresso “Royal Australian and New Zealand College of Psychiatrists”, na Costa Dourada, Austrália, a tese de que assistir ao programa faz bem para a mente.




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