SRZD


06/03/2008 11h20

Leitora denuncia o hospital Rio Laranjeiras
Juliana d’Arêde

É grave a denúncia feita por uma leitora ao SRZD sobre as condições de atendimento da antiga Casa de Saúde Santa Maria, na Rua das Laranjeiras, agora conhecida por Rio Laranjeiras. O Rio Laranjeiras foi o local para onde encaminharam a cantora Cássia Eller, já falecida, que deu entrada no hospital com sintomas de overdose, em dezembro de 2001.

Em e-mail enviado para Sidney Rezende, ela relata o drama de uma amiga ao ser internada às pressas com fortes dores abdominais. Segundo a leitora, faltavam profissionais e não havia garantia de segurança para os pacientes. Ela afirma ter sido destratada pela enfermeira do turno:

“Na noite do dia 29 de fevereiro, sexta-feira, uma amiga da minha família telefonou pedindo ajuda por estar com muita dor abdominal, impossibilitada até de andar. A única opção próxima seria a Casa de Saúde Santa Maria, na Rua das Laranjeiras.

Chegando ao hospital, na emergência, foi constatada uma crise de apendicite. Segundo pude apurar com outros médicos, uma pessoa pode morrer em até 12 horas com esse quadro. Mas parece que o hospital não se incomoda muito com a situação, porque não havia cirurgião e assim continuou até a manhã seguinte.

Minha amiga foi operada neste sábado (01), após sentir muitas dores à noite, uma vez passado o efeito da anestesia, mas a enfermeira ‘da vez’ não se mobilizou. Ela estava mais interessada em gritar com uma senhora que se encontrava no leito ao lado.”

Ainda de acordo com a leitora, o ventilador e o ar-condicionado do quarto estavam quebrados. No e-mail ela diz também que, no dia seguinte, recebeu um telefonema da amiga que estava internada pedindo ajuda porque a enfermeira não atendia ao seu chamado.

“Ligamos para lá e já era outra enfermeira, a Ana Rosa. A moça não só
gritou descontroladamente pelo telefone, como disse no ouvido da minha filha: ‘essa mulher fica em casa de perna para cima, vendo televisão e ligando para cá’. Dito isso, bateu o telefone na nossa cara”, reportou ela pelo e-mail.

Após o ocorrido, a leitora contou que se dirigiu ao hospital e a enfermeira desmentiu as acusações, alegando que havia gritado ao telefone devido a um problema de voz. No entanto, ainda segundo o depoimento da leitora, ao ser contrariada, a enfermeira foi tirar satisfações com a paciente. Toda a situação era acompanhada pela chefe de enfermagem do turno, que, aparentemente, não sabia o que fazer.

Ela finalizou o e-mail dizendo que a chefe da equipe médica responsável no momento explicou que a enfermeira (Ana Rosa) era nova no hospital. “Como assim? Precisa fazer curso de enfermagem e praticar bastante para não ser covarde e cruel? Restou-me dizer à jovem Natasha (médica responsável): aqui, para você aplicar o que estudou, além de clinicar tem que militar!”, concluiu a leitora.

Em contato com a equipe do SRZD, o diretor-médico do hospital, Dr. Marcos Sornasari, informou que a situação foi avaliada e o atendimento prestado, correto. De acordo com Sornasari, uma explicação aprofundada do caso não pode ser dada sem consentimento do paciente.

Quanto à denúncia sobre a falta de profissionais, ele afirmou que a reclamação é totalmente infundada, pois há cinco médicos de plantão todos os dias no local. Ele disse ainda que o atendimento realizado foi o mais correto possível.

No entanto, em relação ao mau atendimento dos enfermeiros, Sornasari diz não poder concluir nada até o momento. “Acho que não tem como chegarmos a alguma conclusão, pois não estávamos presentes. Toda queixa é válida e aceita como construtiva para que possamos rever nosso processo”, completou ele.

O médico explicou ainda que, às vezes, os pacientes podem interpretar de forma errada alguns comportamentos, por não terem certo tipo de conhecimento da administração. “Quando lidamos com uma gama de pessoas, tanto pacientes quanto profissionais, estamos sujeitos a diversas interpretações, mais por falta de conhecimento mesmo. Mas já fizemos uma mobilização com os chefes de equipe para que tudo isso seja revisado”, afirmou o médico.


Comentários
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    16/03/2012 15:14:56Marcia Cristina de Oliveira DiasAnônimo

    Estou passando pelo mesmo problema neste hospital. Meu filho sofreu um acidente de carro e após passar pelo Rocha Faria e Cemeru Santa Cruz, foi novamente transferido, desta vez, para o Hospital Rio Laranjeiras, onde encontramos o pior quadro de funcionários. Nem mesmo no Rocha Faria onde a estrutura é péssima, sem nenhuma condição de trabalho e de onde saem pessoas mortas a todo momento, encontramos profissionais tão mau humorados e despreparados. No Hospital Rio Laranjeiras os pacientes ficam jogados a própria sorte. Não adianta tocar campainha, ir na sala da enfermagem - que a propósito, está quase sempre sem enfermeiros. Os enfermeiros aparecem quando querem, sempre de má vontade. Com exceção de uma enfermeira morena e já senhora que não sei o nome, todo o restante do quadro de enfermagem é totalmente despreparado, desqualificado e desumano. Inclusive uma das enfermeiras confundiu meu filho com outro paciente e já ia dando medicação trocada. Em outro episodio confundiu analgésico com antibiótico. Nunca sabem a medicação que estão colocando no paciente, não falam nem com os familiares nem com o paciente. Um descaso total.

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    20/09/2010 08:19:02Adilson de OliveiraAnônimo

    Tenho uma cirurgia marcada para amanhã(21/09/2010) de pálpebra superior(plástica) por conta da AMIL. Gostaria que alguém que já tenha feito alguma plástica naquele hosp. fizesse contato para me dizer como passou.

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    14/08/2010 20:35:34Maria A SantosAnônimo

    Janaina, gostaria de entrar em contato com voce, sobre depoimento desse hospital. Favor me enviar mail. Muito Obrigada

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    04/03/2010 14:21:34JanainaMembro SRZD desde 04/03/2010

    Gostaria de saber com quem posso conversar nesse site. Tenho um depoimento sobre esse hospital tbm, preciso de orientações e ajuda. É urgente.

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