Vídeo: 'Sabe quem sou eu?', diz desembargadora ao dar carteirada

Redação SRZD | Nacional | 21/04/2010 09h21

Vídeo: 'Sabe quem sou eu?' Diz desembargadora ao dar carteirada em blitz. Foto: divulgaçãoPara tentar evitar a apreensão de um veículo conduzido pelo filho, uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina tentou dar uma carteirada durante uma blitz, na última quinta-feira, em Florianópolis.

Segundo um dos policiais, que registrou a discussão em vídeo com um celular, logo após ser parado numa blitz e ter sido informado que o carro, um Celta, seria apreendido por estar com multas vencidas, o filho da desembargadora do TJ, Rejane Andersen, teria ligado para a mãe.

Rejane chegou 15 minutos depois e, de acordo com a PM, teria interferido para que o carro não fosse apreendido.

"O senhor sabe quem eu sou?", questiona a desembargadora para um dos PMs. "Não", responde um policial. "Não sabe? Sou desembargadora do Tribunal de Justiça". "Que bom. A senhora deveria dar um exemplo melhor", diz o policial.

De acordo com informações da PM, as multas do carro foram pagas um dia depois e o carro liberado. Em nota enviada ao jornal "Folha de S. Paulo", a AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses), entidade que representa os juízes e desembargadores de Santa Catarina, defendeu a desembargadora e informou que o vídeo omite as provocações e ameaças feitas pelos policiais militares.

"Não houve abuso de autoridade por parte da magistrada. O que houve foi a exigência, por parte da desembargadora, de respeito a sua condição de magistrada e cidadã", diz a nota.

Veja o vídeo:

 

Comentários (10)

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ANDERSON SOUZA ESTEVES

26/04/2010 21:33:32

Cada vez mais tenho nojo da classe do judiciario eles se acham Deuses, acha que pode tudo até a Associação dos Magistrados Catarinenses acha que pode explicar o que estar explicito no video. Fora com essa classe que pensa estar acima de todos.

andré

23/04/2010 09:10:48

Esse é o nível dos representantes do judiciário catarinense, que chegam ao 'poder' e já se acham ''deuses''....que vergonha para Santa Catarina ter este tipo de gente comandando o judiciário.....coitado desse policial pois a vão vir em cima dele....imagina enfrentar estes deuses de toga.....só que esquecem que são funcionários públicos pago pelo povo......

LUIZ ANTONIO GRIMALDI CYRINO

22/04/2010 20:14:49

Se o meu carro for apreendido com multas vencidas, deverei ser punido! Pergunto: Houve alguma agressão física ou verbal contra o rapaz? O rapaz não usou do fato de sua mãe ser Desembargadora para provocar os mesmos. Pela lei ele deve ser Punido. E a Sra Rejane Andersen ( Desembargadora ) deve concordar e acatar esta punição!!!!!!!!!ELA DEVERIA SABER QUE A LEI É IGUAL PARA TODOS!!!!!

Bauer

22/04/2010 07:19:18

Acho que ambas as partes se excederam...Entendo que a existencia de multas deve ser resolvida por cobrança do orgao responsavel, inclusive passando pra area juridica se for o caso, nao apreendendo o carro pela simples existencia de multas...Imagine se a moda pega??? Por outro lado, carteiradas, nao sao mais suportaveis no Brasil de hoje!!!

Ronaldo Moura

Membro SRZD desde 06/05/2010

22/04/2010 00:56:53

Quero ver se esta desembargadora vai perguntar: " Você sabe quem eu sou, quando tiver que se apresentar diante de Deus. Pobre senhora rica.

Viviane

21/04/2010 21:20:19

Recordo de um fato lamentável quando eu ainda era estudante de Direito e tinha como professor, um também desembargador, recentemente falescido e com fama de conquistador. Ele fora detido em Copacabana com uma aluna, já em adiantadas preliminares sexuais no interior de seu carro. Ao ser questionado por PMs que perceberam o que ocorria alí, o lindão com as calças no joelho identificou-se aos brados de sua condição funcional, como se tal fosse um passaporte... Moral da história: O fato foi parar na 12ª D.P. e toda imprensa, inclusive a televisada compareceu àquela Unidade Policial, onde presenciaram tristes cenas por parte daquele professor... E agora, talvez o pior, a aluna era casada e sua bela carinha saiu em todos os jornais e na televisão... seu casamento e respeitabilidade foram para o espaço sideral... E o BONECO!!? ora, minha irmã trabalha diretamente com essa turma e na época, ficou revoltada, pois o COLEGIADO embora tenha dado satifações à mídia, inclusive falando em sindicância administrativa contra o magistrado em questão, NADA ACONTECEU, muito pelo contrário, ele passou sim, a ser ovacionado como "espada" por seu coleguinhas... CORJA !

Mauricio (Vamos lipar o BRASIL, chega de poder podre!!!)

21/04/2010 18:21:30

A AMC é tão corporativista quanto a PM, a Câmara dos Deputados, A grande Imprensa e outras Instituições. Sou de uma região em a polícia perdeu o crédito, porém, neste caso, o policial deveria ter algemado essa senhora. Uma mulher desiquilibrada, que usa da TOGA, da Magistratura, do Poder Público para resolver problemas pessoais, deveria ser EXPULSA da MAGISTRATURA, afinal ela deveria ser o exemplo. Que PORCARIA ESSAS AUTORIDADES!!!

J . ABREU

21/04/2010 11:37:48

ESSA ATITUDE DA DESEMBARGADORA RETRATA A REALIDADE BRASILEIRA, QUE A LEI SÓ É APLICADA NAS CLASSES MENOS FAVORECIDAS, OS JUZES E DESEMBARGADERES SÃO DEUSES, DETEM O PODER SOBRE AS VIDAS DO POVO, JULGANDO CERTO OU ERRADO, MAIS SOBERANOS; QUANDO SÃO FLAGRADOS, COMO FOI O CASO DA REPORTAGEM, SEMPRE O CORPORATIVISMO AFLORA, TENTANDO INVERTER A REALIDADE, COMO NO CASO A ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS CATARINENSES, É DIFICIL ACEITAR UMA DESEMBARGADORA COM TÃO BAIXO NIVEL.

Carlos

Membro SRZD desde 01/09/2010

21/04/2010 10:26:02

Pelo que ganha uma Desembargadora,é inadimissível o filho andar com um carro cheia de multas vencidas, eu que sou um cidadão comum,ando com os meus compromissos morais e finan ceiro em dia,agora qto a carteirada ela é comum por muitas Auto ridade que deveria dar o exemplo,qto a AMC, é pura invocação do Corporativismos, Notório e Peculiar.

HELIO SANTOS ROCHA

21/04/2010 09:40:13

Não é impossível que eu seja um desinformado, mas: apreender carros por causa de multas? De resto, lastimo a conduta atribuída à doutora. Deveria, no meu respeitoso entender, ter ficado longe do local, orientado o filho a pegar recibo da apreensão e retirar-se, pago as multas com a maior urgência e recuperado o veículo. Evitar a exposição pessoal deveria ter sido prioridade. Um incidente desta natureza deve, para um magistrado, receber menos atenção do que a um mosquito que o estivesse perturbando. É só seguir a burocracia e resolvê-lo. O que aconteceu foi dispensável e lastimável em todos os sentidos.

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