Câncer castiga mais mulheres pobres

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 16/03/2010 15h03

Li aqui no SRZD que "uma em quatro mulheres tem miomas e, na maioria das vezes, o ginecologista indica como única opção a retirada do útero". É uma doença que acomete brutalmente a mulher. O câncer é uma praga contra qualquer ser vivo, mas a mulher convive com uma realidade peculiar.

O câncer de mama, por exemplo, mexe com a estima. E pode aniquilar relações nobres. Quando é no útero, é um ataque físico perverso, e, também, psicológico.

Eu gostaria de chamar atenção, no entanto, para o drama de mulheres pobres. Elas dependem do serviço público, que não tem condições de atender a todas com velocidade, mesmo que a dor da paciente seja constante.

E imagine a situação de quem tenha um plano de saúde e que, por alguma razão, a empresa não queira cobrir o tratamento cirúrgico. A mulher volta à rede pública. E, ao buscar um hospital, do estado ou do município, a paciente precisa realizar exames, que demoram.

De posse dos exames é que o médico terá certeza do melhor procedimento. Se for cirurgia, a pessoa terá que enfrentar filas de marcação. Garanto, de longa espera.

Quem quiser marcar hoje uma consulta de clínica para o médico analisar os exames que constatem um possível câncer de útero, só conseguirá agenda após 60 dias.

Comentários (2)

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Joana

16/03/2010 16:03:21

Sidney, não sei se li mal, mas até onde sei, mioma não é cancer.

Paula

16/03/2010 15:38:41

Indiferente de ser público ou privado o mais importante ninguém disse, o câncer é diferente em cada pessoa, e qualquer demora pode acarretar uma situação irreversível, depois que se faz a biópsia no tumor se não começar a quimioterapia em 30 dias este tumor acelera seu crescimento porque foi mexido. Eu comecei a quimioterapia 2 semanas depois da biópsia e graças a Deus estou bem, mas minha sogra começou a quimioterapia mais de 40 dias depois da biópsia, resultado: morreu dia 15 de agosto.