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No Sambódromo tem que cantar

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 08/02/2010 18:06

Duas críticas perseguem as escolas de samba nos últimos anos: o gigantismo das escolas - o que impede a evolução e a harmonia - e componentes que não sabem cantar o samba enredo da agremiação.

Com a obrigatoriedade do cumprimento rígido de 82 minutos de desfile, os diretores de carnaval evitam riscos primários como estes. Em geral, as escolas aprenderam que precisam limitar o número de componentes.

E o outro problema, o de não se cantar samba, costuma-se resolver na marra. Diretores de harmonia mais parecem pit bulls enfurecidos para cima do folião desavisado.

A Beija-Flor que tem tradição de ser uma escola bem "treinada", com ensaio constante e foco na vitória, é uma que faz o dever de casa. Não foi perfeita no ensaio técnico do último sábado, mas fez a diferença quando o passista combinava samba no pé com samba na ponta da língua.

Já a Imperatriz, que desfilou no mesmo dia, fez mais. Samba no pé, samba na ponta da língua e garra. Componente que vibra é outra coisa.

O blogueiro do SRZD Eugênio Leal, craque na matéria, me alertou, que "o canto não é mais diferencial para a Beija-Flor, todo mundo agora tem que cantar". Melhor assim.


Resumindo, escolas mais compactas e samba decorado são duas regrinhas básicas para quem pretende fazer um bom desfile.

Cara, se você só soube esta semana que ganhou uma fantasia e vai ter que desfilar, se apresse. Entre na editoria Carnavalesco e ouça bem alto o samba da sua escola e bom desfile!