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Economistas não creem em superaquecimento da economia

Isabel Saraiva | Economia | 03/02/2010 10:59

Com o fim dos estímulos fiscais que contribuíram para uma melhora nos resultados econômicos de 2009, os economistas não acreditam no crescimento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) pelo governo, entre 5% e 5,5% em 2010.

De acordo com o professor de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), e articulista do Instituto Millenium, Cláudio Considera, a redução dos impostos, como a do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e para carros, estimulou as pessoas a anteciparem suas compras. "Como isso vai desaparecer, o estímulo de demanda vai cair. A economia mundial não está tendo a recuperação que imagina-se ter" disse ao SRZD.

Considera disse não estar otimista como o governo em relação ao crescimento econômico, e acredita em um crescimento de, até, 4% no PIB.

Em relação a inflação para 2010, o economista acredita na meta do governo, de 4,5%. "Aparentemente a inflação está estável e, como não acredito no superaquecimento da economia, minha meta está dentro da estabelecida pelo governo", explicou.

Resultado divulgado pela Serasa Experian nesta quarta-feira comprova a posição do economista. De acordo com o divulgado, a retirada dos estímulos fiscais fizeram o indicador do Serasa Experian, ter queda.

A Serasa informa que a queda sinaliza desaceleração no ritmo de concessões de crédito às pessoas físicas durante o primeiro semestre de 2010, e continuará ao longo do segundo trimestre.




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