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21/01/2010 14h38

Casos passionais como o de Minas marcam história criminal do país
Redação SRZD

Crimes passionais como os ocorridos nesta quarta-feira, em Minas Gerais (o borracheiro Fábio Willian da Silva matou com sete tiros a ex-mulher, Maria Islaine, diante de uma câmera de segurança), sempre marcaram época na história criminal do país. A brutalidade e a banalidade dos motivos são pontos comuns entre eles. Em alguns, a história terminou em impunidade:

  • Jô Lobato (1971): o engenheiro Roberto Lobato matou a tiros a ex-mulher, a socialite Josefina Souza Lima, conhecida na alta sociedade de Minas Gerais como Jô Lobato. No julgamento, o advogado de defesa lançou a tese da "legítima defesa da honra". A expressão passou a ser utilizada como justificativa de cônjuges que cometiam assassinatos "por amor". Roberto Lobato foi absolvido.
  • Lou de Oliveira (1974): dois homens (um técnico de televisão e um taxista) apareceram baleados na praia da Barra. Um deles, antes de morrer, denunciou a ex-namorada como autora dos disparos. As investigações levaram a estudante universitária Maria de Lourdes de Oliveira, a Lou, e seu namorado, o funcionário público Vanderlei Quintão. Ambos teriam feito um "pacto de ciúme": eliminar os ex-namorados de Lou. Os dois foram julgados e condenados, mas cumpriram menos da metade da pena.
  • Ângela Diniz (1976): caso de crime passional mais famoso do país. O playboy Doca Street matou com quatro tiros no rosto a socialite mineira Ângela Diniz, em Búzios, no Região Litorânea do Rio. Os julgamentos dividiram a opinião pública. Doca foi absolvido no primeiro e condenado no segundo. Cumpriu parte da pena e atualmente vive em São Paulo.
  • Dorinha Duval (1980): a atriz, conhecida por interpretar a Cuca na primeira versão do "Sítio do Pica-Pau Amarelo", matou com seis tiros o marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Dorinha alegou que havia sido agredida por Paulo. Condenada, cumpriu quase toda a pena. Atualmente, vive como escultora no Rio de Janeiro.
  • Lindomar Castilho (1981): o cantor de boleros matou a mulher, Eliane de Grammont, em uma boate de São Paulo. Condenado, cumpriu quase toda a pena. É conhecido por ser o autor da música de abertura do seriado "Os normais", da "TV Globo".
  • Maria da Penha (1983): a farmacêutica sofreu dois atentados por parte do ex-marido, o professor colombiano Marco Antônio Viveiros. Em decorrência da violência, acabou ficando paraplégica. Viveiros foi preso e condenado, mas atualmente vive em liberdade. Seu caso tornou-se o mais emblemático na luta contra a violência doméstica. Maria da Penha acabou emprestando o nome à lei, aprovada em 2006, que pune com mais rigor crimes cometidos contra as mulheres.



Comentários
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    20/07/2010 09:32:57carlosAnônimo

    Korrigindo a nota abaixo, não houve espaço para dizer que os Lobato estavam separados havia 2 anos - e que parte da familia dela contemporizou com o marido assassino - também disseram que quem matou foi o filho dela e o pai assumiu - mundo maluco? Caso Jô Lobato (1971): o engenheiro Roberto Lobato matou a tiros a ex-mulher, a socialite Josefina Souza Lima, conhecida na alta sociedade de Minas Gerais como Jô Lobato. No julgamento, o advogado de defesa lançou a tese da "legítima defesa da honra". A expressão passou a ser utilizada como justificativa de cônjuges que cometiam assassinatos "por amor". Roberto Lobato

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    20/07/2010 09:28:26carlosAnônimo

    na nota abaixo, não houve espaço para dizer que os Lobato estavam separados havia 2 anos - e que a familia dela conteporizou com o assassino Jô Lobato (1971): o engenheiro Roberto Lobato matou a tiros a ex-mulher, a socialite Josefina Souza Lima, conhecida na alta sociedade de Minas Gerais como Jô Lobato. No julgamento, o advogado de defesa lançou a tese da "legítima defesa da honra". A expressão passou a ser utilizada como justificativa de cônjuges que cometiam assassinatos "por amor". Roberto Lobato

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    22/01/2010 18:28:45MárciaAnônimo

    SE ADOTASSEM A PENA DE MORTE,PARA ESTES SAFADOS,COVARDES,ESTUPRADORES,PEDÓFILOS ,AS COISAS SERIAM DIFERENTES, TODO SANTO DIA, VEMOS AS MESMAS NOTÍCIAS E NADA MUDA.ACORDA JUSTIÇA, ACORDEM POLÍTICOOOOOOOOOOOOS.MUDEM AS LEIS

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