SRZD | Fim da ditadura da magreza na moda | Notícia | Roxane Ré


Fim da ditadura da magreza na moda

Roxane Ré | Roxane Ré | 20/01/2010 17:28

"Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda...Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país. Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia."

Este é um trecho do excelente artigo escrito por Alcino Leite Neto, editor de moda do Jornal Folha de São Paulo. Parte da cobertura da SPFW, a São Paulo Fashion Week, importante evento do calendário mundial da moda, a análise destaca que o sacrifício físico das modelos deve ter um fim. Alcino lembra que moda combina com beleza e saúde e não com doença. Doença, sim, é o que estas modelos magérrimas desfilam pelas passarelas do Brasil e do mundo, ao ponto disto chamar mais a atenção que as próprias criações.

Há algum tempo, se esboçou uma tímida reação sobre o fim da ditadura da magreza na moda e mais uma vez o assunto caiu no esquecimento. Isto tem que acabar. Somente os agentes e estilistas de moda podem mudar essa realidade, mas todos podem protestar contra esse absurdo e exigir a mudança dos padrões.

Qual sua opinião sobre o assunto?  




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Postado por:RRamos | 17/02/2010 13:21:38

Durante a cobertura no gnt dos desfiles, quando a camera se aproximava só dava pra fixar o atenção na finura das pernas das garotas. Cambitos que mais pareciam dois palitos de picole enfiados por debaixo das roupas... Muito feio! Eu não me lembro de nenhuma roupa que tenha me chamado a atenção e nem de estilista algum, mas a imagem cadavérica das modelos associada com as maquiagens e cabelos estranhos que lhes davam a aparencia ora de doentes ora de et's não me saiu da memória por um bom tempo. Os estilistas deveriam ser responsabilizados por contratarem para seus desfiles essas meninas anoréxicas e bulimicas.

Postado por:Edilson FRANCIONI Coelho | 21/01/2010 00:30:34

Li este "blog" motivado pela recomendação do jornalista Sidney Rezende em seu próprio "blog" - que também repercutiu essa situação. Comentei a necessidade de padronização que leva à inversão de valores: escolhe-se a mulher para vestir a roupa, em vez de fazer a roupa para vestir a mulher. Mulheres que se aproximam de meros esqueletos podem ser mais facilmente usadas como cabides. Percebe-se um dilema entre a correção técnica de padronizar esses "cabides" e a (in)conveniência comercial de associar produtos a pessoas que aparentam estar doentes. Difícil de entender é como essas modelos aceitam tal sistema - não apenas considerando suas saúdes, mas também suas carreiras. Há algum a TV exibiu o concurso Riachuelo Mega Models: dezenas de meninas morenas (ufa!), todas com a mesma altura, todas com cabelos lisos (ou alisados) cortados do mesmo tamanho e com a mesma franja, em vestidos idênticos. Imaginei como se poderia, honestamente, dizer qual era a mais bonita e se este poderia mesmo ser o objetivo do concurso. Será que alguma delas acha que pode se destacar de seus quase clones? Pois é o que têm feito! O fato me remete a apresentadoras de TV (e suas equipes) que, em um país repleto de belas morenas, índias, negras, orientais e mestiças de todos os tipos, enchem seus palcos de auxiliares louras (ainda que pintadas) de olhos azuis (mesmo que com lentes de contato coloridas). Que danos se podem causar às mentes de crianças a quem a TV insiste em ensinar, desde cedo, que são feias por não corresponder ao padrão "oficial"? Por que nosso povo acata tamanho desserviço à nação? Que se pode lucrar, ou perder, com esse quadro?

Postado por:Clarisse | 20/01/2010 22:04:30

Acho essa magreza horrorosa e influencia um monte de jovens. Tenho gente conhecida que a filha está sofrendo de anorexia, tudo em função dessa escravidão de ser magra. As roupas ficam feias no corpo delas.


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Roxane Ré

Roxane Ré, jornalista, 20 anos de rádio, com passagem por emissoras musicais e jornalísticas em São Paulo: Gazeta, Alpha, Cultura, Eldorado e CBN. Durante 14 anos participou do projeto allnews da rádio CBN como apresentadora do "CBN Noite Total" e do "Galeria CBN". Recebeu prêmio APCA em 1991 pelo programa "Os dois lados do disco", época em que comandava o conhecido "As músicas que fizeram sua cabeça" da Rádio Cultura. Também participou do "Jornal Eldorado" na dédada de 90. Em 2008 e 2009, recebeu o Troféu Mulher Imprensa como melhor âncora de rádio.