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Zilda Arns: uma empreendedora social

Rosângela Angonese | Rosângela | 14/01/2010 11:01

A vida de Zilda Arns foi um exemplo de empreendedorismo social, com a criação e implantação de tecnologias inovadoras de atendimento às crianças e famílias carentes,  e de liderança movida por uma causa, que é aquilo que esperamos dos líderes.
Ela não nasceu em Curitiba, mas todos nós a consideramos paranaense. Paira uma tristeza no coração dos curitibanos e paranaenses e de todos os que conheciam e acompanhavam o seu trabalho.  E o mais incrível é que, com a sua morte, os que ainda não conheciam o seu trabalho passaram a conhecê-lo e dizem, com certo constrangimento causado pela desinformação: "Nossa, ela criou tudo isso!"

Para mim, Zilda Arns é um exemplo brasileiro de empreendedorismo social. Ela revolucionou o sistema de atendimento às crianças carentes, criando mecanismos inovadores, tanto do ponto de vista ferramental quanto organizacional.

Ela foi uma inovadora social, como disse hoje Gilberto Dimenstein, na rádio CBN.  Dentre as tecnologias inovadoras criadas por Zilda Arns, destaco:

* Programa de alimentação alternativa - baseado no aproveitamento de folha e raízes que, em geral, vão para o lixo. Isso foi decisivo na melhoria da nutrição das crianças carentes e na redução da mortalidade infantil, rigorosamente mensurada pela Pastoral da Criança.
* Rede de voluntariado formada por pessoas das próprias comunidades que, num sistema altamente organizado, a divisão do atendimento era feito por quadras, orientando as famílias e acompanhando as crianças.

A criação dessa rede de voluntariado motivou Ministério da Saúde a criar um sistema semelhante: o Programa de Agentes Comunitários (PACS).

Zilda Arns, certamente, é um exemplo de empreendedorismo, mas também de liderança. Ela foi uma daquelas lideranças que nos fazem refletir sobre o quanto precisamos de mais líderes que lutem por uma causa.

Ela mobilizou pessoas, recursos, governos e a sociedade nacional e internacional por uma causa, em prol da comunidade, e morreu por isso, em mais uma ação de disseminação da sua causa.

Como disseram Kouses e Posner, dois estudiosos da liderança: "Liderança é a arte de mobilizar os outros para que eles queiram lutar por aspirações compartilhadas".
Dados do trabalho liderado por Zilda Arns (fonte: Pastoral da Criança)

Número de Famílias Acompanhadas: 1.256.079
Número de Crianças Acompanhadas:  1.598.804
Número de Gestantes Acompanhadas:  84.617
Número de Municípios com Pastoral da Criança:  4.000 
Número de Comunidades Acompanhadas:  41.176
Número de Voluntários:  238.275

A Pastoral da Criança marca presença em 20 países: Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor Leste, Argentina, Paraguai, Honduras, México, Venezuela, Bolívia, Uruguai, Peru, Panamá, República Dominicana, Colômbia, Guatemala, Filipinas, Guiné e Haiti.




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Postado por:mari | 14/01/2010 11:37:02

a consternação é geral! Só consola que morreu na atividade que escolheu: salvar crianças.

Postado por:flavia dos santos duarte | 14/01/2010 11:26:35

foi uma perda muito grande mas o importante que ela deixou suas sementes fazendo o bem e o melhor que em vida ela nao foi despersebida e que todos sigam o exemplo de simplicidade e de amor ao p´roximo independente de classe social


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Rosângela Angonese

Mestre em Administração. Pós-graduada em Marketing. Administradora. Formada em Dinâmica de grupos pela SBDG; Análise Transacional Organizacional pela UNAT; Coaching Executivo; Educação Empreendedora pela Fundação Dom Cabral; Educação corporativa pela OIT na Itália. Professora em MBA para as disciplinas de Empreendedorismo e Liderança. É facilitadora do EMPRETEC

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