Primeiro-ministro estima 100 mil mortos por terremoto que devastou o Haiti

Redação SRZD - Atualizada às 15:35 | Internacional | 13/01/2010 09h43

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, declarou há pouco que a estimativa do número de mortos no país, em decorrência do terremoto de 7 graus nesta terça-feira, pode chegar a 100 mil. Já a Cruz Vermelha Internacional calcula que o número de pessoas afetadas pelo terremoto chegue a até três mil. Foram confirmadas as mortes de 12 brasileiros, além de soldados jordanianos e chineses das forças da Minustah.

O general Carlos Barcellos, do Exército Brasileiro, confirmou a morte de onze militares brasileiros e cinco feridos. Faleceram o 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, os 2º sargento Davi Ramos de Lima e Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, os soldados Tiago Anaya Detiemermani, Antonio José Anacleto do 5º Batalhão de Infantaria Leve. Também foram vítimas o cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e o soldado Kleber da Silva Santos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Santos, o tenente-coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF).

Além disso, a médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, 75 anos, morreu durante o tremor. Arns estava no país em uma missão humanitária. A médica fundou e coordenava a Pastoral da Criança no Brasil.

Os militares feridos foram identificados como: tenente-coronel Alexandre José Santos; capitão Renan Rodrigues de Oliveira; 3º sargento Danilo do Nascimento de Oliveira; cabo Eugênio Pesaresi Neto e soldado Welinton Soares Magalhães.

* Países se prepararam para envio de ajuda ao Haiti

O governo brasileiro decidiu reforçar o apoio ao Haiti, na manhã desta quarta-feira. O Brasil vai mandar US$ 10 milhões para ajudar na reconstrução do país caribenho.

A União Europeia (UE) mobilizou nesta quarta-feira um fundo de 3 milhões de euros (cerca de R$ 7,4 milhões) para ser enviado "imediatamente" às vítimas.

O terremoto de magnitude 7,3 na escala Richter arrasou todo o país, nesta terça-feira. O palácio do governo, hotéis e residências foram ao chão com o impacto do abalo sísmico.

 

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Ajuda

O Banco Mundial, que teve escritórios em Porto Príncipe desabados, afirmou nesta terça-feira que estava pronto para enviar uma equipe ao país para avaliar a extensão dos danos causados pelo terremoto.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) anunciou um subsídio de emergência de US$ 200 mil para fornecer comida, água, remédios e abrigo para as vítimas, e a ONU anunciou que está preparando um enorme esforço internacional no Haiti

Governos de países como França, Canadá, Brasil, Venezuela, Colômbia, México e El Salvador prometeram ajuda.

 

* Galeria: veja fotos da tragédia no Haiti

Logo após o terremoto, o presidente americano, Barack Obama, disse que seus "pensamentos e orações" estão com o povo do Haiti e prometeu ajudar "em tudo o que puder".

O governo americano informou que o Departamento de Estado, a Usaid (sigla em inglês da agência do governo americano para ajuda externa) e os militares do país estavam trabalhando para coordenar uma avaliação da situação e toda a assistência possível.

Comunicação

A comunicação no país foi em grande parte interrompida, o que faz aumentar ainda mais a dificuldade no encontro das informações. A rede de TV "CNN" informou que possui imagens de mortos nas ruas de Porto Príncipe, mas seriam muito fortes para exibição.

Quem quiser informações sobre brasileiros que estão no país, é só ligar para os seguintes números: (061) 3411.8803 / 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.

 

* Vídeo: confira imagens da destruição após terremoto

 

A formação de terremoto

Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar. Quando o atrito entre elas é vencido (subducção ou falha transformante) ou quando partes se rompem (separação de placas), ocorrem os abalos. Estes abalos têm intensidade, duração e frequência variáveis, podendo resultar em grandes modificações na superfície, não só pela destruição que causam, mas por estarem associados aos movimentos das placas tectônicas.

 

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