Com praia cheia e calor, ambulantes fazem a festa vendendo mate no Rio

Redação SRZD | Rio+ | 09/01/2010 17h27

Tradição para os cariocas que frequentam as praias, o mate chegou a ser proibido, mas a erva vendida em galão voltou a ser liberada na areia. Neste sábado os ambulantes aproveitaram as praias cheias e o forte calor para fazerem a festa vendendo o produto. A prefeitura informou no entanto que a venda só será feita por ambulantes licenciados. Além disso a Vigilância Sanitária vai recolher amostras do produto para ver se o mate está adequado para o consumo. Em casos de problemas, o ambulante poderá perder a licença. As praias de Copacabana e Leme serão as próximas a receber o choque de ordem.

Porém algumas mudanças nas praias cariocas estão causando reclamação. Um exemplo é a limitação do número de cadeiras e guarda-sóis, que padronizados, desagradam alguns barraqueiros. Em Ipanema, um vendedor reclamou que faz menos de um mês que tem a nova barraca e ela já apresentou defeitos. "É difícil para armar, para desmontar, para transportar, para guardar. É um horror", reclama em entrevista ao "RJTV" da "Rede Globo".

Comentários (3)

Isso evita spams e mensagens automáticas.

Luciana Lopes

11/01/2010 14:43:06

Qualquer cidadão sabe dos riscos que pode correr ao comer comida de rua. Quando você compra, você assume isso. Para que então gastar dinheiro dos contribuintes para colocar fiscais debaixo do sol, "testando" a qualidade do mate vendido nas praias? As novas imposições são absurdas. Quem vai a praia não quer andar para achar comida, nem comprar das caríssimas barracas do calçadão. Para que fazer imposições absurdas? Para que querem tirar os ambulantes do mercado e impedi-los de trabalhar?? Viva o queijo coalho, mate e coco...

Celia Barbosa

09/01/2010 22:48:24

É claro que deva haver fiscalização quanto a procedência dos alimentos, mas não querer proibir tudo, como se fosse uma ditadura. O prefeito do Rio implica com tudo!

Edilson FRANCIONI Coelho

Membro SRZD desde 09/01/2010

09/01/2010 19:04:49

De fato, o mais importante é que o produto oferecido seja próprio para consumo. Cabem, porém, algumas considerações. Primeiramente, já tive notícia da existência de lei municipal que proibiria a venda ambulante de alimentos: se isso for verdade, a autorização dada possivelmente contrarie a lei. Em segundo lugar, qualquer carioca razoavelmente esclarecido sabe que alimentos são vendidos sem respeito a princípios básicos de higiene por toda a cidade e sem sofrer fiscalização eficaz (o que já foi tema de várias reportagens televisivas), cabendo indagar se a venda de mate sofrerá, realmente, alguma fiscalização. Em terceido lugar, dever-se-ia exigir que a identificação do vendedor fosse facilmente visível para os consumidores - em respeito ao Código de Defesa do Consumidor e visando não apenas à cassação de licenças, mas também à responsabilização civil (que, contudo, tem o obstáculo de serem tais vendedores carentes de patrimônio que viabilize tal medida) e à criminal. Finalmente, lembremos que estamos no Brasil e que 2010 é um ano eleitoral.