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A história se repete na Unesa

Soares Júnior | Soares Júnior | 24/11/2009 17:06

A reportagem de Sabrina Pirrho e Caio Barbosa sobre a facilidade de ingresso na Universidade Estácio de Sá, joga luz sobre o problema da precariedade do ensino em diversos locais. Não só os professores, mas também os alunos são fundamentais para uma instituição.

Em instituições públicas como a UFRJ, a entrada no curso de Arquitetura e Urbanismo exige uma prova de Habilidade Específica. O aluno deve ter noção de espaço, forma e traço. Para a faculdade de Teatro, a UNI-Rio  promove uma específica que muitos consideram tão ou mais difícil que o exame escrito.

A nota de corte sendo 3 reforça, infelizmente, o preconceito que se tem da Unesa; aquele provérbio "pagou, passou" . Se há pouco mais de 5 anos um analfabeto foi aprovado, a classificação de alguém que escreve "amasonia" e "protejer" mostra que pouca coisa parece ter mudado na instituição. Como ex-professor da Unesa, posso testemunhar que tive muitos alunos bons, mas que realmente era inacreditável que alguns estivessem lá.    

Outro aspecto que merece atenção é: qual a funcionalidade de um curso que tem apenas um inscrito? Não há seleção, não há intercâmbio de ideias e portanto, nada justifica sua existência.

A Universidade Estácio de Sá deve se pronunciar, diferentemente do que fez, por exemplo, quando uma aluna foi atingida no seu campus. O gigantismo não deve deixar as instituições impessoais, principalmente uma que se pretende de ensino.