Há maneiras mais simples de evitar aquela constante vontade de ir ao banheiro fazer xixi! O chefe da urologia da Unicamp Paulo Cesar Rodrigues Palma está lançando um livro que introduz a fisioterapia (pasmem!) para conter a incontinência urinária.
Segundo o médico, este tipo de problema atinge pelo menos 25% das mulheres após a menopausa, sobretudo a incontinência urinária e os prolapsos genitais. A bexiga hiperativa (nome interessante) atinge 16% de ambos os sexos.
"As
disfunções representam um problema de saúde pública. Dentre as
mulheres, 10% vão requerer cirurgia até os 70 anos de idade".
De acordo com o editor do
livro, a necessidade imperiosa de urinar se deve à diminuição da
capacidade funcional da bexiga.
"Em média, o reservatório é de 400 mililitros no homem e de 500 mililitros na mulher - tanto é que algumas urinam apenas duas ou três vezes ao dia, embora não seja correto. Quando esse intervalo é reduzido para 30 ou 45 minutos, a vida social já está comprometida: a pessoa não pode ir ao cinema ou igreja e acorda frequentemente à noite, o que implica cansaço crônico, alteração de humor e problemas conjugais, especialmente quanto à sexualidade".
Palma explica que a cirurgia é um procedimento adequado, mas não desejável em (e por) pessoas com idade muito avançada. Já o tratamento medicamentoso provoca vários efeitos colaterais, desde boca seca e constipação até confusão mental nos mais idosos.
O docente da Unicamp alimenta a expectativa de que a urofisioterapia seja tão disseminada quanto a fisioterapia complementar à ortopedia - associação cuja importância não é questionada.
"Na bexiga hiperativa, o índice de sucesso da urosifioterapia é de 60%, contra 50% do tratamento medicamentoso".
Uma das técnicas mencionadas por Paulo Palma é a cinesioterapia, aplicada em mulheres com incontinência urinária, que apresentam fragilidade na musculatura do assoalho pélvico.
"A paciente perde urina
ao simples espirro. A cinesioterapia implica justamente exercitar,
contrair a musculatura. No processo de avaliação recorremos a métodos
de biofeedback, com a colocação de eletrodos no interior da vagina;
quando a paciente contrai o músculo correto há emissão de luz ou som".
Palma
ressalta que o livro aborda desde técnicas de fisioterapia
conservadoras, como o uso de pessários intravaginais (dispositivos
feitos geralmente de silicone) ou perda involuntária de urina, até
recursos dos mais modernos, tal como a estimulação do nervo tibial
posterior, que fica próximo ao tornozelo (sim, o tornozelo tem a ver com a urina!)
A urofisioterapia vem beneficiando
também as crianças com enurese noturna (aquelas que ainda fazem xixi na
cama). A notícia foi divulgada pela Unicamp.
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