CD: "Sonic Boom" (Kiss) - Como nos velhos tempos
Luiz Felipe Carneiro | Resenhas | 29/10/2009 11:46
Foram 11 anos de espera, mas, finalmente, o Kiss deu novamente o ar da graça em um disco de inéditas. E "Sonic Boom", 19º álbum de estúdio de uma das bandas mais idolatradas do planeta, vai descer redondo para os fãs do Kiss. Isso não significa que o disco seja algo que vá revolucionar a história do rock. Mas, com certeza, os fãs do Kiss (e os próprios integrantes da banda) não estão, a essa altura, preocupados com isso.
"Sonic Boom" é, sim, um típico disco do Kiss. E, diga-se de passagem, um dos melhores. Depois do fiasco de "Psycho Circus" (1998), Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Thommy Thayer gravaram um álbum a altura da história do Kiss. No total, são 11 faixas banhadas daquela sonoridade que só o Kiss sabe fazer, e com aquelas letras cheias de duplo sentido que... só o Kiss sabe fazer.
Os fãs retribuíram o presente do grupo, colocando o álbum na segunda colocação da parada da Billboard - fato, até então, inédito na história da banda. E não foi à toa que o disco vendeu bem. Em "Sonic Boom", pode-se dizer que houve a redescoberta da magia do Kiss. As faixas têm qualidade e podem perfeitamente figurar ao lado de qualquer clássico do conjunto nos shows - diferentemente das faixas de "Psycho Circus", por exemplo.
A melhor faixa do álbum é exatamente a sua última. "Say Yeah" é uma delícia de música que remete a coisas como "Black Diamond" (e isso não é um exagero). O primeiro single do disco, "Russian Roulette", é uma das músicas mais enérgicas feitas pelos Kiss nos últimos (vinte?) anos. Já a superpop "Stand" (interpretada em conjunto por Simmons e por Stanley), com o seu refrão grudento ("Stand by my side - I'll be there for you / Stand by my side and we'll make it through / I'm next to you") é aquele tipo de canção que vai ser cantada em coro pelos estádios lotados que o Kiss enfrentará pela frente.
"Yes I Know (Nobody's Perfect)", escrita e cantada por Gene Simmons, é outra que também gruda nos ouvidos. Típica canção de Gene. Típica canção do Kiss. Os dois momentos mais fracos de "Sonic Boom" ficaram exatamente para as canções interpretadas pelo "astronauta" Tommy Thayer ("When Lightning Strikes") e pelo "gato" Eric Singer ("All For The Glory"). Mas quem disse que algum álbum do Kiss já foi hermético ou homogêneo? A única certeza é que "Sonic Boom" é o melhor trabalho do Kiss desde "Love Gun" (1977). E ponto final.
Nos Estados Unidos, "Sonic Boom" está sendo vendido exclusivamente em versão tripla pela cadeia de lojas Walmart. Além de "Sonic Boom", o pacote traz o CD "Kiss Klassics", que contém 15 sucessos da banda (como "Detroit Rock City", "Lick It Up", "I Love It Loud" e "Rock And Roll All Night") regravados, e que já havia sido lançado no mercado japonês no ano passado, sob o título "Jigoku-Retsuden". Fechando a edição especial, o DVD "Live In Buenos Aires", que traz seis (só seis??) canções extraídas do show que a banda fez na capital argentina, na mesma turnê que chegou ao Brasil, em abril desse ano. Ou seja, para os fãs do Kiss, que gostam de ter tudo o que a banda lança, o pacote da Walmart é recomendadíssimo.
Cotação: ****
Abaixo, um "preview" com um trechinho de cada faixa do CD:
***** Ótimo
**** Muito Bom
*** Bom
** Regular
* Ruim




























































































































































































































































