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Identificados os PMs que liberaram os executores de integrante do AfroReggae

Redação SRZD - Atualizada às 15h36 | Rio+ | 22/10/2009 07:39

Após conseguir as imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos no Centro do Rio, no momento do assassinato do coordenador de projetos sociais do Grupo AfroReggae, Evandro João Silva, no último domingo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, através do seu comandante Mario Sérgio Duarte, identificou os dois policiais que participaram da ação. A dupla que ocupava a patamo que passou em duas oportunidades pelo local do crime era formada pelo cabo Marcos de Olivera Salles e o capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro, este é o responsável pelo patrulhamento nas vias do Centro do Rio. Ambos estão presos administrativamente por 72 horas no próprio 13º BPM (Praça Tiradentes), onde eles são lotados.

As cenas revelam que os dois bandidos responsáveis pelo assalto chegaram a ser capturados por PMs do 13º BPM (Praça Tiradentes) segundos após o crime, mas foram liberados. Um outro ponto verificado no vídeo mostra também que a Polícia não prestou socorro à vítima, que acabou morta com um tiro. Para o coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, os policiais tiveram a mesma conduta de um bandido. As cenas de uma das câmeras mostram os PMs abordando os bandidos. Um dos policiais pega o tênis e a jaqueta que tinham sido roubados. Em seguida, um dos assaltantes é liberado e o outro some das imagens.

O comandante da PM, coronel Mario Sérgio Duarte, lamentou o caso durante entrevista coletiva que terminou no início da tarde desta quinta-feira, no Quartel Geral da PM. Para o militar, é muito ruim para coorporação observar o erro de policiais em suas atividades, pois eles são treinados e preparados para agir.

"É ruim saber que policiais militares trabalharam para o mal", confessou. "Não podemos dar as costas para os nossos erros", complementou o comandante, que pediu desculpas pelo possível desvio de conduta dos agentes da lei.

De acordo com o Major Oderlei Santos, Relações Públicas da PM, os policiais que participaram da ocorrência também já prestaram depoimento. Ainda segundo Oderlei, eles podem ser liberados após 72h já que não foram presos em flagrante. A Polícia Militar informou que as imagens serão analisadas pelo 13º BPM (Praça Tiradentes).

O coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, ao comentar o caso no RJ TV, da Rede Globo, ressaltou que está muito chocado. No entanto, destacou que os dois PMs são um caso isolado. Ele contou ainda que este ano o grupo trabalhou nas comemorações dos 200 anos da corporação. Apesar de desejar que os policiais sejam punidos,Júnior fez uma apelo para que a imprensa não tire o foco da busca pelos assassinos. Ele denunciou que a Polícia não prestou socorro e se omitiu.

"Os policiais olharam o corpo do meu amigo no chão e foram embora", relatou. Segundo Júnior, ninguém da Polícia Militar ainda procurou o grupo para conversar a respeito do acontecido.

Relembre o caso:

Integrante do Afroreggae é assassinado a tiros no Centro do Rio de Janeiro

Veja o vídeo do flagrante: