Marina Colasanti revela ao SRZD que está escrevendo sua autobiografia
Jorge Lourenço | Cultura | 20/09/2009 18:54
Entre romances para jovens e adultos, livros de contou e poesias, Marina Colasanti já publicou mais de 30 livros, todos escritos com a mesma motivação, que é a emoção. A razão, segundo a própria autora, define um público-alvo para uma obra e ela deixa de ser universal. Quando escrito com emoção, ele se torna acessível a todos, como um conto de fadas deve ser. E foi justamente um livro de contos de fadas que trouxe Marina à Bienal do Livro. Nesta edição do evento, ela está lançando 'Entre a Espada e a Rosa', uma coleção de histórias que promete cativar leitores de todas as idades.
* Confira a cobertura completa da Bienal do Livro no SRZD
"Não escrevo contos de fadas tanto assim porque eles fazem parte de um gênero muito específico, ele precisa ser legível para qualquer idade. Quando falo que escrevo contos de fadas, as pessoas torcem o nariz, pensam que realmente escrevo contos com fadas, mas não é isso. Quando escrevo um conto desses, não escrevo com a razão, não tenho um sentimento crítico pré-estabelecido. Crio uma situação, uma abertura. São todos frutos do inconsciente", contou Marina, ao SRZD. Ela ainda revelou que escrever contos de fadas foi algo que acontecer por acidente em sua vida.
"O que aconteceu foi uma casualidade, jamais teria tido a pretensão de escrever contos de fadas, já que é um gênero muito específico. Eu trabalhava no Jornal do Brasil que, naquele tempo, tinha um caderno infantil, que era o Caderno I. Então prenderam a editora do caderno, que era a Ana Arruda Calada. Me pediram para editar no lugar dela e eu não quis fazer grandes modificações, só que ficamos com um buraco numa página, não tínhamos o que colocar ali. Então eu tive idéia de colocar ali um conto de fadas embaralhado para que as crianças tivessem que colocar na ordem certa", lembra a escritora. O detalhe é que o conto de fadas acabou sendo da autoria dela mesma.
"Quando percebi, estava escrevendo meu próprio conto, tive que fazer todo o processo criativo para escrevê-lo. A partir daí, não parei mais", explicou Marina Colasanti. Uma das curiosidades é que foi a própria autora quem fez as ilustrações que estão presentes em 'Entre a Espada e a Rosa', algo raro ente autores de livros infantis.
"Em geral, quando um autor ilustra seu próprio livro ou ele é um álbum ou o livro de um artista gráfico, um ilustrado, por isso são obras que têm mais desenhos do que texto. Eu sempre sou minha própria ilustradora em minhas produções infantis, até para exercer algo que sei fazer. A única obra infantil minha cujas ilustrações são de outra pessoa é um livro chamado ´Classificados e nem Tanto', que é de poemas curtos que fiz para crianças. Acho que ele precisava de um traço mais alucinado, algo que eu não tinha", afirmou.
Autobiografia
A autora ainda revelou ao SRZD que está produzindo sua autobiografia. Segundo Marina, o que motivou o novo projeto foi o desejo de retratar a guerra vista pelos olhos de uma criança. Ainda jovem, ela e sua família tiveram que fugir de uma cidade para outra durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de ter nascido na Eritréia, Marina Colasanti morava na Itália quando o conflito começou.
"Acabei de escrever um livro de memórias que vai justamente do casamento do meu pai até a nossa vinda da Itália para o Brasil, em função da Segunda Guerra Mundial. Não é que eu estivesse interessada em escrever um livro de memórias, não sou uma Big Brother, mas o que me interessava era mostrar a guerra vivida na intimidade de uma família, como uma criança cresce dentro de um conflito desses", contou a escritora.
Postado por:Melissa Cruz | 20/09/2009 19:08:55
Muito legal ter alguém cobrindo tudo da bienal. Fiquei sabendo de muita coisa por aqui!!! Show!
















Professora lança na Bienal livro que leva obras de Ziraldo para as salas de aula
Mariana Ximenes lê trechos de Ferreira Gullar no último dia da Bienal do Livro
Espetáculo 'A gaiola das loucas' é dedicado a Jorge Dória no Rio de Janeiro
Apresentador de TV que confessou ter matado companheiro é preso
'Comédia Carioca' estreia com comediantes experientes e muito humor
Felipe Andreoli comenta preparação antes dos shows e fala sobre a Copa
Morre Walter Alfaiate
"Um amor para recordar" outro amor
"O som da Motown" resgata black music
O que é que o Bob Esponja tem?
Xuxa convoca 'baixinhos' para participar de gravação da 10ª edição do DVD



