Supermercado proíbe funcionárias de ir ao banheiro
Da Redação | Geral | 06/05/2007 00:00
Com uma jornada de trabalho que por vezes ultrapassa oito horas diárias, operadoras de caixa de um supermercado no Chile tiveram que recorrer a fraldas por não terem permissão de ir ao banheiro durante o serviço. A denúncia foi feita pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) do país. A associação convocou os cidadãos a boicotarem a empresa, que negou as informações.
A rede de supermercados Santa Isabel, pertencente ao grupo Cencosud, foi acusada de burlar diversas regras trabalhistas. María Rozas, vice-presidente da CUT, afirmou que “as mulheres são obrigadas a trabalhar sem poderem se movimentar”. Segundo ela, as funcionárias não dispõem de pausa e por isso têm de usar fraldas descartáveis para agüentar tanto tempo sem urinar.
O caso chegou à Câmara dos Deputados chilena e a presidente da Comissão do Trabalho da Casa, Ximena Vidal, reforçou a crítica. “A Constituição defende todas as pessoas, para que casos como esse não ocorram", disse. “Realmente, é uma vergonha que, em nível geral, essa proteção não seja cumprida”.
Enquanto isso, a Cencosud assegurou, através de um comunicado, que cumpre todas as normas constitucionais do país. “As políticas de trabalho dos supermercados Santa Isabel são claras e estritas, respeitando sempre as leis trabalhistas, e as horas de descanso estabelecidas pela lei trabalhista”, dizia o texto. A empresa acrescentou que nunca recebeu reclamações formais sobre as operadoras de caixa dos supermercados.























