Pesquisas com animais

| Stevens Rehen | 20/08/2009 18h37

 

Estes dias estou em Águas de Lindóia, participando do maior encontro da área biomédica de nosso país, a Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE 2009 ).  

O evento começou com a conferência do pesquisador P. Michael Conn (Universidade de Oregon, Estados Unidos).  

Conn, autor do livro The Animal Research War, fez um importante alerta sobre os ataques de extremistas contrários ao uso de animais em pesquisa biomédica na Europa e Estados Unidos e o risco de que comecem a acontecer também no Brasil. 

É impossível interromper as pesquisas com animais, sem eliminar as melhores chances que temos para descobrir tratamentos mais eficazes contra o câncer, diabetes, doenças cardíacas, doença de Parkinson, Alzheimer ou Aids.  

O cientista americano lembrou que hoje em dia vivemos 23,5 anos a mais do que nossos antepassados por conta das pesquisas com animais, principalmente camundongos e ratos. 

No Brasil, como em todo o mundo, a pesquisa é regulamentada. A lei Arouca, publicada no Diário Oficial em outubro de 2008, restringe o uso de cobaias para experimentos cuja finalidade seja melhorar a qualidade e prolongar a vida do ser humano, sempre prezando pelo bem estar do animal utilizado. Cabe lembrar que dessas mesmas pesquisas é que surgem os medicamentos usados também em veterinária!   

E você leitor, já pensou sobre como é importante a pesquisa experimental com animais para a geração de conhecimento, melhora da qualidade de vida e longevidade de todos nós?

 

 

Comentários (8)

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victoria

05/03/2010 20:54:21

num to nem ai pra qualidade de vida do ser humano, se vivemos mais por tortura, eu tenho vergonha de ser um humano

Ester

24/10/2009 17:53:33

O mais interessante é que os extremistas sempre apresentam pontos nada compatíveis com nossa realidade. A sociedade sobreviveu como podia. Primeiro, caçando animais e criando ferramentas para depois se estabelecer num local e chegar ao que temos hoje. Remédios naturais para aproximadamente 7 bilhões de pessoas? Talvez seja melhor parar de comer e plantar arnica, boldo, criar animais que produzem vacinas, mas aí voltamos ao problema de utilizar os animais. Judeus e nazistas, o post do Eduardo expressou muito bem seu ponto de vista. Comparar ratos com judeus é no mínimo de extremo mau gosto. E falar que Ivo Pitanguy, cirurgião plástico, não utiliza bicho nos seus estudos, é bem óbvio. Porque ele vai aprender como fazer uma cirurgia de face num animal que não tem absolutamente nada a ver com humanos? Coração, rim, fígado, isso sim é extremamente similar, mas cirurgia plástica foi longe. Todos os que acham o teste em animais cruel deviam tentar uma nova perspectiva. Podiam voltar a ser nomades, procurando um pedacinho de chao (sem adubos ou produtos químicos) para plantar um arrozinho, algumas árvores com frutas, sem tomar vacina, e apenas usando remédios naturais ou tratamento sanitário, entre outros. Quando as pessoas rotulam algo como maldade, crueldade, carnificinia, 'do mal', não se dao conta da necessidade e das vantagens que isso traz. Como o Eduardo bem escreveu, os índios não viviam melhor do que vivemos hoje, e não testar vacinas antes de serem usadas chega a ser insano.

Marli Moraes

23/08/2009 22:46:05

Gostaria de saber como a raça humana cresceu, surgiram grupos, cidades, paises...sobreviveram às catástrofes biológicas sem esse método cruel; mais interessante é saber q muitos medicamentos eficientes, como a penicilina, foram criados sem testes em animais. As pestes na europa foram controladas com a criação de tratamento sanitário e não com vacinas. Mas cá prá nós, esquecendo essas argumentações infinitas, é maldade demais o que esses pulhas fazem nos laboratórios, que merecem mesmo é serem explodidos.

Eduardo

22/08/2009 15:49:47

Caro Dorly, Vc tem vários argumentos interessantes. Sim, devemos procurar entender e usar a medicina natural. Não só a nossa querida tupiniquim, mas a milenar chinesa e muitas outras. Sim. O fato de funcionar em ratos e camundongos não é garantia de 100%, que em humanos, o medicamento se comportará exatamente igual. Mesmo quando se comprova que um medicamento é seguro e eficiente em humanos, essa eficácia pode variar entre raças, gênero, idade, e etc...enfim, mesmo em humanos não há garantias que o medicamento vai funcionar exatamente igual em todos. Agora, imagine a situação contrária. Que insano testaria em humanos uma substância que além de não melhorar a patologia no animal acelerou a morte deles? Será que conseguiríamos voluntários para testar tal substância? Seja ele um extrato bruto de plantas amassadas ou um composto purificado? A propósito, índios não vivem mais que a média brasileira atual. Não os do passado, nem os de hoje. Atualmente, há um esforço muito grande de se levar a medicina de última geração aos pontos mais remotos do norte do nosso país, incluindo áreas com altas taxas indígenas. Por exemplo, há um grande investimento em tele –medicina, que através de videoconferência com especialistas em tempo real, médicos locais tiram dúvidas em casos mais complexos. Mas sem o medicamento adequado, ter um diagnostico preciso não é o suficiente. Aliás, imaginei a cena de extremistas protetores de animais tentarem explicar a um índio doente, que caça micos, roedores e outros mamíferos, a não tomar um remédio que ele precisa por que roedores foram usados em sua preparação ou teste. O que será que ele diria? Eu só consegui imaginar o seguinte: -Vai procurara a sua tribo!

Dorly Neto

Membro SRZD desde 07/04/2009

22/08/2009 13:03:13

Eduardo, a diferença é que muitas pesquisas em animais não são eficazes para garantir a eficácia do produto no ser humano. Então se não garante, o teste é feito para que? Índios viviam mais anos que nós e mesmo assim não faziam testes em animais, faziam medicamentos com ervas. Só que é mais cômodo continuar com a carnificina do que investir em métodos naturais.

Eduardo

21/08/2009 23:41:46

É normal ler muita besteira em comentário de blog. Em geral , não me dou ao trabalho de escrever. Besteira é para rir. Mas não consegui resisti aos comentários postados aqui... Comparar cientista `a Hitler, é nivelar Judeus a ratos... uma ignorância pelo menos dupla! Esses leitores não apenas confundem humanos com animais, como ofendem o Povo de Israel ao comparar as condições dos campos de concentração a dos animais de experimentação, nascidos e criados em biotérios projetados para eles. As pessoas que pensam que pode-se excluir os animais das pesquisas, em geral dão exemplos cosméticos. Não parecem lembrar de medicamentos usados em emergências e UTIs. Será que as pessoas que não aceitam pesquisas com animais teriam a tranqüilidade de andar na carteira uma identificação proibindo o uso de medicamentos testados em animais, mesmo no caso de emergência? E se alguém tivesse essa coragem, o que diriam os pais desses radicais? Oh , meu filho, não..! E mesmo no dia a dia, animais são usados por exemplo, para testar lotes de vacinas. Assim, sabemos se o vírus está realmente inativado ou se há algum problema na produção antes de serem distribuídos para a população... Seria mais ?humano? vacinar crianças sem testar? No meu filho NÃO!!

João Manoel Aguilera Junior

21/08/2009 21:15:12

Vivisseccção é técnica nazista. É experimentar em quem não pode se defender. Tal qual os nazista faziam com judeus,,, homossexuais... etc... O pior: a vivissecção atrasa a ciência. Estes vivissecctores estão causando um grande dano para a humanidade.

Marli Moraes

21/08/2009 16:22:19

Essa argumentação toda é de uma baboseria fenomenal, até parece que a sobrevivência humana depende desse asqueroso método de pesquisa; gostaria de saber por que outras drogas são tão eficientes se não foram testadas em animais; tb gostaria de saber por que grandes figuras da Medicina não usaram bichos em seus estudos, como, por exemplo, Ivo Pitanguy,mas tb sei q os testes servem prá identificar efeitos colaterais, colocam na bula e se eximem de responsabilidade. me engana q eu gosto. Façam testes em seus filhos.Hitler morreu mas deixou seguidores.

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Despedida

23/05/2010 14h10