Moradores de Copacabana aprovam o novo projeto para a construção do MIS

Laura Machado | Rio+ | 11/08/2009 12h41

A escolha do projeto arquitetônico do escritório americano Diller scofidio + Renfro para construção do Museu da Imagem e do Som foi comemorada pelos moradores do bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O presidente da Sociedade dos Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, confessou que este era o projeto preferido pelos moradores. Eles destacou que o fim da boate Help também foi aplaudido.

"Muito bom o lançamento desse projeto. O objetivo do bairro era o fechamento da Help, pois no entorno da boate tinham diversos problemas como prostituição, menores pedindo esmolas, trânsito e outros que incomodavam muito os moradores",  contou Magalhães para o SRZD .

Ele explicou que o bairro deve ganhar um novo ícone, o que pode ser o início do resgate do valor   histórico de  Copacabana. "A vinda do museu pode representar o começo da revitalização. Copacabana precisa resgatar o seu valor, a sua história. O bairro já tem alguns ícones, como o Hotel Copacabana Palace, que poderá até ficar com ciúmes do MIS", brincou o presidente da Sociedade dos Amigos de Copacabana ao final da entrevista para o SRZD .

Trânsito não deve ser afetado negativamente com o MIS

O SRZD consultou um especialista em Operação de Sistemas de Transportes, professor José Eugênio Leal, para saber como deve ficar o tráfego de veículos em Copacabana depois que o MIS começou a  funcionar. Leal explicou que ainda é cedo para responder como ficará  o trânsito na região, mas ele acredita que o museu não deve afetar a circulação no bairro.

"Ainda é cedo para saber o impacto que o museu pode causar em Copacabana. Porém, o museu não deve influenciar negativamente o tráfego no bairro. Em Copacabana já existem outros polos que atraem muito veículos, como por exemplo, o comércio",  avaliou o especialista.

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Comentários (3)

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margarida

26/09/2009 18:57:32

Será essa obra a "cidade da música" da gestão do Paes? E, por que um arquiteto estrangeiro? Os daqui não prestam?

Zappa

12/08/2009 05:53:11

Obviamente onde está instalado hoje, um espaço geográfico limitado e sombrio, o MIS não existe e nunca existiu como um atendente cultural e sim, como um instrumento político. Talvez com a mudança, mesmo que seja para Copacabana, aja menos interferência política e o museu consiga ser de verdade o que foi proposto quando de sua criação: um arquivo de nossa história musical.

Canagé Vilhena da Silva

11/08/2009 14:36:50

DESRESPEITO AOS ARQUITETOS BRASILEIROS. Deveriam respeitar a Lei de Licitações e a Lei que regulamenta o exercício da ARQUITETURA no Brasil. Basta de desrespeito á tecnologia nacional. Ou então mudem a legislação e criem novas regras. Escolha de projeto básico tem que ser por CONCURSO PÚBLICO. A Lei 5.194/66 não permite o exercício profissional de arquitetos estrangeiros no Brasil, sem o necessário registro no CREA. Para se registrar é necessário um longo processo que dura mais de dois anos, em média. No entanto o estrangeiro para trabalhar no Brasil “arranja” (não é laranja) um brasileiro para lhe dar cobertura (acobertamento: infração prevista na lei). A Lei 8.666/93 exige que o projeto básico de arquitetura seja escolhido em licitação tipo concurso com a participação de todos os profissionais habilitados. Quem não tem registro não está habilitado. Aos CREAs incumbe a fiscalização da legalidade do exercício profissional. O CREA-RJ é composto por conselheiros das escolas de Arquitetura e Engenharia e por entidades de representação profissional dos engenheiros e arquitetos que têm o dever de garantir a eficiência e eficácia da fiscalização. Não me venham dizer que os convidados têm notório saber. NOTORIO SABER EM ARQUITETURA É DADO APENAS PELO ACERVO TÉCNICO REGISTRADO NO CREA (Via ART).