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Agressão, não

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 03/07/2009 11:17

Tenho verdadeiro asco por violência e agressores em geral. Eu os acho covardes, menores, pessoas que se valem da força bruta por incapacidade de pensar serenamente.

É frequente agressões a atores, atrizes, jornalistas e personalidades que se posicionam corajosamente diante de fatos relevantes que merecem reflexão da sociedade.

O futebol, que tanto amamos, esta instituição sagrada da vida brasileira, tem servido de motivo para atitudes lamentáveis.

Leia abaixo o relato do colega Felipe Andreoli, do CQC, programa humorístico da Rede Bandeirantes. Ele foi mais uma vítima de insanos:

"Porrada, porrada

E aí, beleza? Pra mim mais ou menos...

Vamos falar do que aconteceu ontem (1/7) no estádio Beira-Rio, na partida entre Corinthians x Inter.

Todo fanático é imbecil. Seja ele um fanático religioso, político ou esportivo. Nada em excesso na vida é bom. E no estádio de futebol o que não falta é babaca fanático, babaca bêbado, enfim vários tipos. Não estou GENERALIZANDO. Em todas as torcidas existem os ignorantes e seres humanos de verdade. Assim como uns xingam e até agridem, outros elogiam, pedem foto, autógrafo. A proporção é a mesma.

Enfim...

Ontem quando nós chegamos ao estádio, achamos que seria possível gravar na porta do Beira-Rio. Que inocência. Se fosse apenas a torcida gritando, sem problemas, isso é normal, comum em todos os locais. Não havíamos feito nada, nenhuma pergunta ou "piada", estávamos apenas chegando, caminhando até a área de imprensa. Neste caminho um bando se aproximou, afinal esses caras são machos apenas em bando. Começaram a xingar de todos os palavrões, e outros como "corintiano "e pior, paulista. Então quer dizer que tem que bater em quem é de fora? Viva a porrada! Ou já que eu estou de preto e branco sou corintiano ? (sim, existe gente que pensa isso). E por isso tem que apanhar, claro. Viva a porrada. E então fui agarrado, chutado, socos, dedo na bunda (é sério, não é brincadeira, dedada), eu tomei uma gravata e tive que me livrar. Se não fosse um santo segurança do estádio a gente ia apanhar feio. Eu, o cinegrafista e produtor. Por sorte, o grandão apareceu. Um ou outro torcedor ainda tentou nos proteger, ajudar, vale ressaltar.

Muitos bradavam para não fazer piada que gaúcho é viado, homossexual, gay. Uma preocupação exagerada com o tema. É engraçado que muita gente gosta quando a gente (a gente porque todo mundo faz) faz "piada" que corintiano é ladrão, favelado, que são-paulino é boiola, ou tantas outras associações que são feitas há muito tempo, e que são BRINCADEIRAS, ainda mais no futebol, que é para ser um ambiente alegre, de festa. A hipocrisia é a pior coisa. Os mesmos que reclamam e acham ruim certas "piadas" ( sempre entre aspas ), riem de outras que, provavelmente, existem pessoas que não gostam. Humor, como tantas coisas na vida, é gosto. E lembrando sempre, sempre, que nós estamos trabalhando ( tem gente que acha que estamos brincando...), e nenhum de nós vai nos escritórios ou locais de trabalho desses agressores, nem fazemos o que eles fazem, claro."

 




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Postado por:Norberto Oliveira da Silva | 21/07/2009 21:34:51

Aqui se faz Aqui se paga quem trabalha num programa e se diz jornalista e da porrada nos entrevistados com perguntas IMBECIS desrespeitando a PESSOA umana é que não foi ainda alfabetizada pela VIDA falta UMILDADE nasci e me criei numa favela do Rio de janeiro no morro de São Carlos e ali aprendi a respeitar o ser humano seja ele quem for

Postado por:Gil | 13/07/2009 00:53:20

Quem afirma que os gauchos são mais educados do país é doido ou mal informado. A maioria do povo do sul jura que fala "mais corretamente" que os outros, são mais instruidos e por aí afora...ou seja, lá tem um bando de preconceituosos ilhados e intolerantes como em qualquer lugar do Brasil. Viva a ignorância, maestra dos imbecis arrogantes e ignorantes!!

Postado por:Vilma | 07/07/2009 16:23:36

Fala para esse moço da mídia, que é a própria mídia que cria as "dedadas". A mídia brasileira é e está mais inconsequente em nome da audiência. Enquanto os jornalistas não forem corporativista o suficiente para mudar essa situação (pois todos tem de dançar conforme a regra do patrão) e não somente corporativista para "se acharem", outras dedadas virão.

Postado por:vasco | 05/07/2009 01:25:51

Partiu, bateu, é gol! GOOOOOOOL!!!!!!!!!!!!!!

Postado por:Wemerson Santos | 04/07/2009 23:09:33

Enquanto a violêncioa nos acovarda e nos enche de medo. Alguns desses parvos torcedores são amanhados pela justiça falha d nosso país, não costumo ir a estadios de futebol, não pelo medo da violência estampada na idéia de pisar meus pés em um estadio, mas, por puro desinteresse no esporte. Ressaltando o acontecido com o reporter do CQC Danilo Gentili no Congresso Nacional, enfatizo aqui que aquele ato bestial do segurança de Sarney não é um ato isolado no Congresso Nacional. Sou jornalista cubro para o jornal em qual trabalho o setor de política mas precisamente o Senado e a Câmara, já vi e presenciei todas as atitudes extremistas de caratér violento por parte de seguranças dos parlamentares. (A ordem é jornalista a vista ataque). Quanto ao caso do Andreoli, lamentável a atitude bestial e marginal dos torcedores.

Postado por:Mauricio | 04/07/2009 17:38:16

É, esse negócio de chamar gaucho de Gay é realmente uma bobeira. Um amigo meu estava em um show da banda Hengenheiros do Hawai, no Rio Grande do Sul, quando o vocalista apresentou um dos músicos que estava tocanto com ele naquele momento, e quando falou se tratava de um CARIOCA! só deu para ouvir vaias e gritos do tipo: LADRÃO! BANDIDO!VAGABUNDO!SAFADO! constragimento geral. Faz tempo esse fato, pode ser que a mentalidade dos "Machos Gauchos" que promovem este tipo de agressão pode ter mudado, pelo menos espero.

Postado por:Zappa | 03/07/2009 18:11:54

Ir a um estádio assistir uma partida de futebol, diante da violência nacional é desafiar a sorte. Traficantes, quadrilheiros, ladrões, assaltantes, assassinos, enfim, todas as formas criminosas, aproveitam-se de aglomerações comuns em jogos e grandes eventos, para delinquir e externar suas violências, pois sabem que vivemos sob estatutos de adolescentes, comissões de direitos humanos etc...E da impunidade. Alguns anos atrás fui com meu filho ao Maracanã e no intervalo atiraram um rojão exatamente onde estávamos. O troço atingiu um senhor que estava ao nosso lado, como poderia ter nos atingido. Depois dessa, mesmo contra vontade do moleque, à época com 6 anos, optei por irmos embora e assistir o segundo tempo em casa. Acho perigosíssimo o pessoal do Pânico ou CQC, que trabalham externamente e fazem abordagens maravilhosamente jocosas e irreverentes, não serem assessorados permanentemente por seguranças. Um outro jornalista do próprio CQC no mesmo 01/07, foi agredido covardemente em Brasília por capangas do senador Sarney.


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Sidney Rezende

Jornalista desde 1985, é um dos fundadores da Rádio CBN, apresentador de telejornais da Rede Globo e Globo News. E-mail: sidneyrezende@srzd.com

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