Figurinhas Perfumadas
Gabriela Cunha e Mariana Finelli | Copa Campus | 03/07/2009 03:21
Perfil de estreia não é para qualquer um. O primeiro Figurinhas da Copa feminina traz uma divertida entrevista com a meia armadora do Ótimas de Pareto, Ilana Stein. A jogadora nos contou sobre sua relação com o futebol, que vem dos tempos de brincadeira com o irmão mais velho no playground. Desde então sua paixão pelo futebol só aumentou, assim como a habilidade para o esporte. E pelo mesmo futebol, pelo qual se apaixonou, teve que passar por poucas e boas, como ser pendurada na trave para ganhar uns centímetros a mais.
A supersticiosa "pseudo" camisa oito, veste o roxo do OPA desde a 2ª edição da Campus feminina e do próprio time, mas já entrou cheia de vontade de vencer e acredita no potencial da competição "só para meninas". Confira a entrevista com a jogadora:
Como foi o seu início no futebol? Tinha algum tipo de preconceito por ser conhecido como esporte para meninos?
Eu sempre gostei muito de esporte, e desde pequena meu irmão me chamava pra jogar futebol no play. Daí era sempre aquele negócio de começar 3 a 0 pra mim e ganhava quem fazia 5, ele sempre ganhava e eu adorava mesmo assim! O tempo foi passando, o jogo foi ficando mais acirrado e se bobear hoje eu até ganho dele! (risos) Nesse meio tempo eu entrei no Fluminense, acho que no início minha mãe não amou a idéia, mas não foi contra, ia me assistir e tudo mais. Eu era a menorzinha de lá e amava fazer futebol! Também gostava muito de hand, jogava pela escola os dois, mas futebol era meio que diferencial.
E como começou a jogar pelo OPA na Copa Campus? Fala um pouco da trajetória do time.
Tinha um amigo que estagiava com as meninas do time, então ele fez meu filme pra elas, falou pra eu aparecer, mas tava com um pouco de vergonha. Daí um dia no corredor tinha um cartaz do tipo "precisa-se de meninas com noção de futebol". Resolvi então aparecer no campinho, as meninas foram super fofas e tal, aí me amarrei! Sobre a trajetória, não posso falar tanto do início porque na 1ª edição ainda não estava na faculdade, mas acho que foi a que o time mandou melhor, ficou em segundo lugar e perdeu pro de Ed. Física. Depois disso a gente nunca conseguia treinar, joga pelo prazer mesmo, tenta sempre se pilhar! Sempre começamos as Copas falando que essa edição a gente vai ganhar! Estamos sem a nossa goleira, mas estamos improvisando muito bem com a Sonia (que jogava na linha). Sempre tivemos fortes desconfianças de que nosso problema era a falta de reservas, o que complicava pelo preparo físico. Essa edição temos duas reservas e o time está indo bem, viu? (risos)
A Copa feminina ainda não deslanchou da mesma forma que a masculina. Na sua opinião por que isso aconteceria? E qual seria o futuro do campeonato?
Eu acho que é a cultura mesmo. A copa masculina é um marco pros homens, todos sabem, tem muita gente querendo participar e não tem vaga suficiente. Pras mulheres não sei se isso alcança da mesma forma. Ainda acho que o futebol pras meninas está se tornando muito mais comum por agora, pra galera que vai chegar à faculdade daqui a alguns anos só. Mas eu tenho certeza que vai crescer! É que eu não vejo por que não participar, toda menina que gosta de futebol adora essa oportunidade de todo domingo poder jogar com uma boa estrutura, com outras meninas que sabem jogar.
O que esperar das semifinais próximo domingo contra o EFECO?
Eu to confiante pro jogo, acho o time tem muita chance de ganhar. O outro jogo foi 4 a 0 contra elas, não acho que vai ser fácil, mas o time está com raça!
Durante esses anos de futebol teve algum momento marcante, engraçado ou inusitado?
Alguns... Um deles é que eu era a mais nova lá no Fluminense, e ainda era a mais baixinha, então meu professor resolveu depois de todos os treinos me pendurar na trave e ficar alongando minhas pernas! Não sei se isso ajudou ou não, mas o fato é que eu cresci! (risos)
Uma curiosidade... Você sempre joga de calça, ao contrário da maioria das meninas que optam por shorts ou bermuda, e tênis comum. É uma questão de preferência, conforto?
Na verdade, sou um pouco supersticiosa. Sempre levo um short na mochila, se não estiver dando sorte eu troco! O tênis, não sei, tenho que tomar vergonha na cara e comprar uma chuteira, mas está dando certo por enquanto. Aposto que se no primeiro jogo com chuteira eu jogar mal não vou querer mais usar...
E a camisa 8, tem dado sorte?
Pois é, a camisa não é minha, to jogando com uma escrito "Olivia 8", mas a 8 está se saindo bem, nunca tinha experimentado e estava um pouco receosa, mas ta bem sim!
Postado por:Adam | 05/07/2009 14:18:13
Muito legal essa valorização do futebol feminino e melhor ainda terem começado essa coluna entrevistando uma jogadora do time de Economia! Ilana, bons jogos e muitos gols para ganhar esse título inédito!
Postado por:Alessandra | 03/07/2009 15:13:31
Meninas, a figurinha está ótima!! já vi que vai ter feminina toda semana agora... Ah! e genial o nome "figurinhas perfumadas" hahaha parabéns de novo! beijos!




































