Crise fez homens perderem mais emprego que mulheres, diz pesquisa
Redação SRZD | Economia | 02/07/2009 14:30
Desde outubro de 2008, a crise financeira mundial provoca efeitos na economia brasileira, principalmente no mercado de trabalho. No setor formal, os homens perderam mais emprego do que as mulheres. Entretanto, mais mulheres se retiraram das atividades. Desta forma, a população economicamente ativa se masculinizou, revertendo a tendência anterior.
Os dados são do estudo "A Crise Econômica Internacional e os (Possíveis) Impactos sobre a Vida das Mulheres", divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. O estudo foi feito em parceria com o IBGE, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De setembro de 2008 a abril de 2009, o crescimento do desemprego foi de 24% entre os homens e de 11,2% entre as mulheres. A justificativa é a de que os setores mais atingidos pela crise foram a indústria da transformação e a construção civil, que tradicionalmente empregam mais funcionários do sexo masculino.
"Em situações de perda de emprego ou ocupação no núcleo familiar, há maior probabilidade de que mulheres retornem às suas casas e se responsabilizem pelas atividades domésticas do que homens, seja pelo fato de que trabalhavam em pequenos empreendimentos familiares que não sobreviveram à crise, seja porque a perda de rendimento familiar impossibilitou a manutenção de uma trabalhadora doméstica", analisou o estudo.

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