Estou emocionado. E por isso, leitor, não espere que as palavras consigam expressar o que estou sentindo. Só estou escrevendo para desabafar.
Sou o caçula de uma família de cinco irmãos. Minha mãe perdeu dois filhos. Quando nasci, ninguém acreditava que ela ainda pudesse engravidar. Sou temporão. Tirei o posto especial da minha querida irmã Vera, uma mulher que nos serve de exemplo de dedicação a tudo que realiza.
Estou relembrando estas passagens, porque hoje é o dia do aniversário da nossa estimada mãe, Lucina: 85 anos. Agradeço à Deus poder compartilhar a mesma existência que ela.
Sem a mamãe, não seríamos nada na vida. Ela é a espinha dorsal que nos mantém em pé. A minha mãe e o meu pai nunca abriram mão da educação. Estudamos em escolas públicas. Em casa, o estudo sempre foi sagrado. Vibramos com a vitória de cada um de nós. Também por isso, avançamos na estrada. Para frente e para o alto. Ou melhor, somos assimétricos.
Lembro-me da minha irmã, sempre guerreira, Nair, com apoio da minha mãe, me ensinando a ler. César, nosso irmão prodígio, era a nossa meta. Menos que ele, não aceitávamos. Os feitos no esporte do Renato, o maratonista, corredor de bicicleta, praticante de karatê, é a lembrança permanente da importância do corpo e da saúde. Amo minha família!
Nenhum de nós sabe expressar o real sentimento que temos por nossa mãe. Ainda somos da época que se aprendia a chamar a mãe da gente de "senhora", mas hoje vou me permitir chamar de "você":
- Mãe, nós te amamos mais que tudo! Não liga se hoje você anda devargazinho ou se sente dores pelo corpo. A vida tem suas razões para fazer assim conosco. É para mostrar que nascemos frágeis e, ao amadurecermos, precisamos passar por esta fase em que a delicadeza dos ossos é que ditam o ritmo. Não liga para isso. Nós somos você. Você nos fez para o mundo. E o que você construiu é infinito. Deixe-nos ser algo maior do que a extensão física do seu corpo. Somos a matéria do amor que sentimos. Feliz Aniversário!