Caminhada na orla de Copacabana incentiva prática do parto normal
Redação SRZD | Rio+ | 21/06/2009 16h10
O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (Sindenf-RJ) promoveu, neste domingo, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, a caminhada "Pelo parto normal e o direito de informação e de escolha". Objetivo foi conscientizar a população sobre a importância do parto normal.
Cerca de 300 pessoas participaram, incluindo profissionais de saúde, enfermeiros, parteiras e mulheres de várias faixas etárias, acompanhadas dos filhos. Os manifestantes exibiram cartazes e camisetas defendendo o direito de escolherem a melhor forma de darem à luz. O presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio, Pedro de Jesus Silva, e o médico francês Michel Odente, pioneiro em realizar partos na água e coordenador do programa Parteiras Francesas, prestigiaram o evento.
A Organização Mundial de Saúde informou que 45% dos partos realizados no Brasil são feitos através de cesáreas. O dado, segundo as autoridades, é alarmante, pois a OMS recomenda que o índice não ultrapasse 15%.
Os organizadores informaram que a caminhada coincidiu com a vitória na Justiça do sindicato para reabrir a casa de parto David Capistrano, em Realengo. A unidade de saúde, que foi vistoriada pela Vigilância Sanitária, voltou a atender as gestantes na última segunda-feira.
A organização do evento informou que o protesto visou chamar a atenção para o incentivo da prática do parto humanizado. Segundo o Sindef, 63% da população feminina no Brasil é composta por mulheres em idade fértil. Elas serão responsáveis por dar à luz aproximadamente 3 milhões de cidadãos brasileiros este ano, conforme divulgado pelo IBGE. Deste total, 98% irão nascer em hospitais, o que contribuiu para um gasto com internações obstétricas, no Sistema Único de Saúde, em torno de R$ 1 bilhão.
Ruth Floresta de Mesquita
23/06/2009 15:38:25
Eu estava lá e a caminhada foi linda. Pela primeira vez, tivemos uma caminhada defendendo o nascimento como ato fisiológico. Parabéns por noticiar., já que em geral só a lemos sobre tragédias. Viva a vida. Viva o bom jornalismo ( com ou sem diploma) Ruth PS Fiquei meio órfã quando você sau da CBN Sucesso!







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