Soro da verdade na TV
Soares Júnior | Soares Júnior | 17/06/2009 00:09
Agradeço aos grandes professores que tive e que tenho na carreira. Com Marco Antonio Monteiro aprendi o mito fundador: rádio é hábito e prestação de serviço. Com o Alexandre Caroli, que o senso de observação do repórter e os personagens são fundamentais para a história. De Mauro Silveira, a lição foi para "entrevistar" o repórter depois que ele chega da rua. Segundo ele, o olhar de fora pode ajudar na hora de encontrar o importante da matéria. Com Luciano Garrido, a necessidade que o repórter tem de ser esperto e versátil. De Sidney Rezende, aprendi que para ser notado no ar você deve encontrar seu estilo. Com Mariza Tavares, descobri como encontrar pautas escondidas nos jornais. Giovanni Faria enfatizou a importância da escolha das palavras. Aprendi que não devemos usar líder se a referência for a um bandido e que militância é a capacidade de militar e não os simpatizantes de um partido político. A estes devemos chamar de militantes. Deste contato com Giovanni vem o infortúnio de reler meus textos com olhos cada vez mais críticos.
O longo parágrafo introdutório é para falar do significado das palavras. Acompanhei atentamente a reportagem sobre as declarações do traficante Juan Carlos Abadia. Fiquei absorto em meus pensamentos pela escolha do termo revelações. Entendo que revelar é contar uma verdade, um fato fidedigno.
Após estar envolvido na morte de 300 pessoas, claro que Abadia pode ter engolido um soro da verdade e resolvido contar o que sabe sobre relações obscuras entre policiais e bandidos. Não sejamos inocentes de dizer que as tentativas de extorsão que Abadia diz ter sofrido não são inverossímeis, mas dizer que são "revelações" parece-me envernizar as declarações do traficante.
Antes que digam que fui contra a matéria, quero deixar clara minha posição. Acredito que função do jornalista tendo um material como esse nas mãos é publicar. Com todas as ressalvas que são acusações que precisam de comprovação. Em alguns momentos, isto pode não ter ficado claro na reportagem, por causa do uso do verbo revelar.
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Muita gente me ajuda para continuar na caminhada profissional. Não posso esquecer da Ermelinda e o seu senso de urgência, Marco Aurélio Lisan e seu dom do improviso, Carolina Morand e a precisão cirúrgica no que faz e da embocadura da Silvana Maciel quando o assunto exige uma pegada popular. Luiz André Ferreira é uma máquina de produzir, era assim na Rádio Bandeirantes de São Paulo, na CBN, e também ao longo da sua carreira profissional.
Mais um que se junta ao time. Aliás, que time! Jacqueline, Roxane, Luiz André. Quem freqüenta o site do Sidney está bem servido
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Não consegui ser Machado e este texto revela mais uma de minhas influências. O primeiro parágrafo é livremente inspirado em "Paratodos", do Chico Buarque...
Até a próxima!
Postado por:Luiz André Ferreira | 23/06/2009 14:31:41
Caro Soares Júnio ( o querido Creso) obrigado pela referência. No diz respeito a citação do meu nome, você foi exagerado! rsrsrsrs. Mas em relação aos demais está certíssimo.
Postado por:Lisan | 20/06/2009 13:23:41
E com você aprendi que competência, além de talento, tem esforço e dedicação. Saudades do amigo. Abração.
Postado por:Carol Morand | 17/06/2009 18:29:54
Concordo plenamente! E obrigada pela referência. Figurar ao lado desses que também foram meus professores é uma honra. Beijos.

















Quem é a Rita?



