O presidente do Senado, José Sarney, fez na tarde desta terça-feira seu pronunciamento sobre a crise que atravessa o Senado. Para ele, "defender-se não é fraqueza". Sarney disse ainda que jamais teve seu nome envolvido em escândalos da Casa.
"A instituição é maior do que todos nós somados. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que nunca pratiquei na minha vida. Assisti muitos escândalos e crise, mas meu nome nunca esteve associado a isso. O que se fala aqui do Brasil sobre o Congresso, fala-se em outros países também. A crise no Senado não é minha, é do Senado. Ninguém tem mais interesse em resolver essas questões do que eu", afirmou.
"Tenho 50 anos de vida pública, e não seria agora que iria praticar qualquer ato menor. Atravessei muitas crises no Senado, e nunca meu nome apareceu envolvido em qualquer malfeitoria", disse.
Sarney relembrou medidas já tomadas para aumentar a transparência e cortar gastos. Ele mencionou o corte linear de 10% do orçamento do Senado, a redução do número de diretorias, a regulamentação do uso da verba para viagens aéreas e a publicação dos gastos custeados com a verba indenizatória, entre outras medidas. Sarney tentou frisar que durante toda a sua vida lutou pela credibilidade da Casa.
Ele disse que se houve, realmente, a edição de atos secretos na Casa, os responsáveis serão punidos. De acordo com Sarney, o resultado da comissão criada para apurar as irregularidades no Senado será divulgado na próxima segunda-feira. Ele acrescentou, no entanto, que a investigação não atinge a atual legislatura. "Se alguém fez, vamos punir, mas querer colocar nas costas de todos nós, principalmente nas minhas que estou dirigindo a Mesa, é uma injustiça", afirmou da tribuna do plenário.