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Livro ou iPod? Argh!

| Jacqueline Sobral | 16/06/2009 11:34

 

O eterno "exterminador do futuro" e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, quer substituir os livros didáticos tradicionais por aparelhos digitais como iPods e leitores eletrônicos. A informação é destaque na revista Digital do jornal O Globo desta semana.

O objetivo de Schwarzenegger é reduzir o déficit orçamentário do estado, que ultrapassa US$ 24 bilhões e, de quebra, "dar melhor formação" aos jovens. Primeira dúvida: a compra de livros pelo governo californiano representa que percentual desses bilhões? E quanto custa um ipod ou um outro leitor eletrônico, e quantos gadgets da Apple seriam comprados?

Voltamos à discussão: os livros vão desaparecer?


Há pouco tempo, a Universidade do Missouri anunciou que vai "obrigar" todos os seus estudantes de jornalismo a terem um iPhone ou iPod. O objetivo, segundo a instituição, é facilitar o acesso à informação recente e conteúdos curriculares a partir do site iTunes University.

Enquanto a maçã de Steve Jobs fica mais rica, questiono: por que temos que escolher? Não podemos usufruir o melhor dos dois mundos e aprendermos a partir de livros e tecnologias?

Eu faço um MBA a distância: interajo com os outros alunos via internet (chat e fóruns de discussão), assisto aos trechos de filmes que ilustram as matérias pelo computador, mas prefiro imprimir os textos e estudar o conteúdo das disciplinas no meu material impresso. Qual o problema?

Tenho um "micronotebook" que levo para os congressos dos quais participo, para fazer as anotações sobre as palestras, pois facilita a minha vida, já que preciso produzir textos sobre o conteúdo desses eventos. No entanto, não consigo utilizá-lo no meu dia-a-dia para, por exemplo, fazer anotações em reuniões, ou listar as tarefas que devo cumprir. Simplesmente, acho mais prático contar com o velho caderno e com a tradicional agenda, porque ainda sou mais rápida "rabiscando" do que digitando (e olha que uso os cinco dedos no teclado e nem olho para ele quando digito). Aliás, um dos piores desperdícios financeiros da minha vida foi ter comprado um palmtop. Ele conhece mais o fundo do meu armário do qualquer outro objeto.

ADORO tecnologia e AMO livros. Abaixo o "ou".




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Postado por:Soares Junior | 16/06/2009 23:54:18

Jacqueline, os "tecnofílicos" da minha geração estão na vanguarda da faixa etária. A sua geração, que é um pouco posterior a minha, é de transição, mas querida, a geração que está agora nos bancos da universidade é totalmente dependente dos gadgets. Os filhos dos meus filhos vão olhar o livro como peças de museu. Beijos.


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Jacqueline Sobral

Jornalista e especialista em Relações Internacionais. Trabalhou na rádio CBN como repórter, produtora, redatora e locutora; foi repórter de Economia do Jornal do Commercio e do JB, e atuou também na Globo News. Desde 2005, é assessora de imprensa do IDE/FGV. E-mail: jacqueline.sobral@gmail.com

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