O governo da China aumentou a segurança em volta da Praça da Paz Celestial, em Pequim, nesta quarta-feira, véspera do aniversário de 20 anos da repressão aos protestos na capital do país. Visitantes estão tendo suas bolsas e documentos revistados, forças paramilitares patrulham a grande praça e veículos da polícia estão estacionados perto do complexo do antigo palácio imperial, a Cidade Proibida. Muitos dissidentes informaram que receberam ordens para sair de Pequim ou para ficarem em casa, e alguns jornalistas foram proibidos de entrar na praça.
A China costuma proibir discussões sobre os eventos de 4 de junho de 1989, quando o Exército pôs fim, de forma violenta, a semanas de protestos que exigiam mais democracia no país. Também não foi realizado um inquérito oficial sobre os eventos de 1989. Centenas de pessoas morreram na repressão aos protestos, mas as discussões sobre o evento continuam sendo um tabu na China. Até mesmo em Hong Kong, onde há liberdade de expressão, alguns dissidentes não puderam entrar.