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Histórias verde e branco

Thatiana Pagung | Thatiana Pagung | 12/05/2009 00:36

Esta semana publicarei duas histórias que têm em comum a mesma escola de samba, a minha Mocidade Independente de Padre Miguel. A primeira, na verdade, trata-se de uma declaração de amor. E como Marcos Altemari, sei que existem muitos assim que, mesmo de longe, admiram algumas escolas e seus segmentos. Fãs com um amor incondicional, que se sentem parte da comunidade.

A segunda já é bem engraçada. Nildeck Guimarães conta um fato ocorrido envolvendo Joãozinho Trinta na concentração das escolas, no ano de 1997. E você, que tem uma história que julga em condições de ser publicada, pode mandar para thati@thatianapagung.com.br.
 
Por Marcos Altemari
 
"Mocidade Independente de Padre Miguel  - Para o amor, não há distância. Dia 28/09/08, para mim um dia muito esperado. Por dias fiquei contando no calendário os dias e as horas que faltavam para o grande dia. Um dia antes, já não consegui dormir de tanta expectativa......  Sabem o que é isso? É o amor incondicional por uma escola de samba, por uma entidade que nem é do meu estado, da minha cidade ou  do meu bairro.

Explicar? Não posso, não sei......foi um amor verdadeiro que nasceu "do nada", mas é forte, muito forte. Adoro samba, sou ritmista da gloriosa Mancha Verde, escola de samba do grupo especial de SP, a entidade que amo de paixão e é ela que divide o
meu coração com a escola de Padre Miguel, escola de um lugar que nunca fui, não sei como é, não sei onde é..... Mancha Verde e Mocidade Independente, duas paixões verdadeiras, escolas que amo, escolas que me fazem chorar.

Neste tão esperado domingo, acordei e logo fui para a quadra da Mocidade Alegre SP no bairro do Limão, para ver o show da minha Mocidade Independente. Quando lá cheguei, logo senti a grande emoção de ver os integrantes da bateria mais quente do planeta, bateria de bamba, bateria raiz.........o contato com os cariocas foi tão receptivo que passei à amar ainda mais a escola, sua comunidade e a sua bateria. São todos muito humildes, todos muito simpáticos.....foi 10!

Quando o Mestre Jonas apitou........meu Deus, que espetáculo!!!!!!!! Não existe, não existe, não existe mais quente....é a melhor! Meu coração palpitou, fiquei alucinado, emocionado e confesso que chorei. Porque chorar pela bateria ou pela escola de samba que você nem é integrante, do estado ou cidade que não mora?

Também não sei, mas uma coisa eu digo....quem tiver o privilégio ou a sorte de ver o show da bateria não existe mais quente, se apaixona, sem dúvida! Parabéns escola do meu coração, bateria do meu coração e amigos que fiz, do meu coração! Te amo, Mocidade Independente de Padre Miguel !!!!!!!!!!!!!!!!!! Agradecimento especial ao grande ritmista e amigo: Willian Ocanha - Tamborim - Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel."

 
Por Nildeck Guimarães
 
"Olá, Pagung. Vou te contar uma história bastante engraçada ocorrida justamente com a sua escola, a Mocidade. No carnaval de 1997 Joãozinho Trinta, na época, carnavalesco da Viradouro, chegava à concentração do Sambódromo juntamente com todas as suas alegorias para organizá-las e prepará-las para o desfile.

Neste mesmo instante a Mocidade Independente de Padre Miguel tirava suas alegorias do barracão que ficava nas imediações do Sambódromo. Diante da beleza e perfeição das mesmas, Joaosinho, encantado, se aproxima de um dos diretores da Mocidade, responsável pela movimentação destas alegorias e, boquiaberto, tece o seguinte comentário: "Deus do céu, que alegorias magníficas!"

Imediatamente o diretor lhe dá um tapinha nos ombros e responde, com ar de superioridade: "pra você ver, João! Todos os anos apresentamos as mais lindas alegorias do carnaval e na hora das notas, são umas alegorias porcarias, como aquelas ali (aponta, sem saber, justamente para as alegorias da Viradouro) que levam as maiores notas.

É um absurdo!" Joaosinho olhou para ele , entre magoado e irritado e, numa voz ressentida, disse-lhe: "Mas aquelas alegorias são as minhas!" Detalhe, a Viradouro foi a campeã naquele ano e a Mocidade, vice. (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs)." 

 
Vamos assistir então os vídeos da Mocidade e da Viradouro, e depois dêem a sua opinião: qual das duas tinha o melhor conjunto de alegorias?

Mocidade início:

Mocidade final:

Viradouro:

Joãozinho Trinta campeão 1997:


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Postado por:Denise Benevides | 14/05/2009 13:20:14

Dizer qual foi a melhor, fica difícil pois sou uma grande admiradora dos trabalhos desse dois grandes carnavalescos. No caso eu daria empate...rsrsrs... Parabéns Tati por mais essa brilhante matéria. E como disse o Mocidade, é realmente bom saber de coisas que só se contam nas rodas de amigo e que vc teve essa brilhante idéia de colocar no seu blog. Beijinhos...Que Deus te ilumine!!!

Postado por:LUIZINHO DA CUICA | 14/05/2009 03:55:39

Belo texto Thatiana, e eu que tive o orgulho de desfilar e defender esta escola, no ano de 2007 a convite do Mestre Jonas, sei bem o que é essa Bateria, pois a acompanho desde 1980. Parabens pelo texto, e pelo resgate emocionante dessas recordações, valeu Pagung !!!

Postado por:MOCIDADE | 13/05/2009 10:21:36

Interessante é esse resgate das histórias dos bastidores das escolas de samba.Fico a imaginar as delícias que virão por aqui,bela idéia srta Pagung.Ao protagonizar artistas desconhecidos e dar voz e visibilidade ao que estava restrito,você inaugura,neste site,uma oportunidade de revelar depoimentos que normalmente são contados em rodas de amigos.Que você receba histórias de todas as escolas,mas que coloque sempre umazinha da minha Mocidade.Beijos no seu coração.

Postado por:pedro laureano de freitas neto | 13/05/2009 08:35:47

que saudades desse tempo! salve minha mocidade ! pelo amor de Deus.

Postado por:Gustavo | 12/05/2009 17:31:00

É uma pena ver essas duas escolas, maravilhosas sendo garfadas a cada ano .....

Postado por:Rodrigo | 12/05/2009 08:15:49

Meu Deus... que saudade "dessa" Mocidade... Isso sim é Mocidade. Que pena que hoje em dia a gente tem que se contentar com as últimas colocações... Salve a Mocidade....


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