Helinho comparece a audiência e declara que é inocente em caso de sonegação
Redação Pit Stop | F-Indy | 06/02/2009 18:23

Piloto afirmou que acusação não deveria nem ter sido apresentada (Foto: Jim Haines / Indy Racing League Media)
O brasileiro Helio Castroneves compareceu nesta quinta-feira, em Miami, a uma audiência preliminar do caso em que é acusado de sonegação fiscal. De acordo com a Receita Federal Americana, Helinho teria escondido cerca de US$ 5 milhões através de uma empresa-fantasma entre 1999 e 2004. Se condenado, o piloto pode pegar até 35 anos de prisão. Em sua defesa, Helinho garantiu que é inocente e afirmou que a denúncia contra ele não deveria nem ter sido apresentada.
O julgamento está marcado para o dia 2 de março. Além de Helinho, também são réus no processo a irmã do piloto, Katiucia, e o advogado Alan Miller. "Eles estão tentando mostrar algo que não existe. Kati e eu somos inocentes", garantiu Helinho ao site Grande Prêmio. O principal argumento de defesa do piloto é que ele apenas seguiu a recomendação de seus advogados e contadores.
Um dos advogados de Helinho era Alan Miller, que não participou da audiência desta quinta-feira, mas se fez representado por Robert Bennett. "Não havia como Alan Miller e Helio Castroneves saberem que estavam violando a lei", afirmou Bennett. Em sua opinião, o caso deveria ter sido tratado como litígio civil e não como acusação criminal.
Promotoria insiste em condenação
Apesar das palavras de Helinho, a Promotoria da Corte de Miami insiste na condenação do piloto e afirma que tem evidências que provam a culpa do piloto. "Tanto Miller quanto Castroneves estavam cientes da situação", declarou o procurador-adjunto do caso, Jared Dwyer. Agora, a próxima audiência do caso está marcada para a próxima segunda-feira. Alan Miller pediu para ser julgado separadamente, mas teve o pedido rejeitado pelo juiz Donald Graham.
De acordo com o jornalista Frederico Vasconcelos, do jornal Folha de S. Paulo, os advogados de Helinho teriam proposto à Justiça da Flórida um acordo, no qual Helinho seria condenado a cinco anos de prisão, pagaria US$ 7,5 milhões de multa e teria todos os bens que adquiriu desde 2002 confiscados.



















