Se equipes preferirem deixar F-1, FIA daria apoio a categoria rival
Redação SRZD | Fórmula 1 | 08/01/2009 13h11

Presidente da entidade Max Mosley disse que não impediria equipes de criar categoria rival (Foto: Lorenzo Bellanca / LAT Photographic / Williams Media)
A crise financeira na Fórmula 1 é profunda a ponto de o presidente da FIA, Max Mosley, admitir a possibilidade de um racha na categoria, que poderia causar o surgimento de um campeonato rival. Em carta endereçada aos chefes de equipe no dia 5 de janeiro, e que veio a público nesta quinta-feira, Mosley ressalta a necessidade urgente de corte de custos para garantir a viabilidade da F-1 e afirma que está preparado para impor medidas urgentes. Mas, se as equipes não aceitarem as mudanças e preferirem deixar a categoria, a FIA não impediria a criação de um campeonato rival.
"A FIA não ficaria financeiramente prejudicada se houver um colapso da Fórmula 1, mas sofreria de outras maneiras. De qualquer forma, temos o dever de fazer tudo o possível para preservar o campeonato, o detentor dos direitos comerciais e o esporte a motor em geral. Por isso, estamos preparados para agir radicalmente. Esperamos que todos os times retornem à Fórmula 1 em 2010. Mas estaremos prontos a reconhecer a existência de uma categoria independente se as escuderias preferirem seguir seu próprio caminho", escreveu Mosley.
Para evitar o colapso da Fórmula 1, Mosley sugeriu uma série de mudanças a serem implementadas neste ano e em 2010. Entre elas, estão a padronização de aspectos aerodinâmicos do carro, incluindo o sistema de câmbio, a limitação dos giros do motor, a restrição de atividades de pista nas sextas-feiras de GP e a criação de um teto salarial para os pilotos, além de cortes nas pesquisas com pneus e o sistema "KERS".
Apesar do tom urgente de Mosley, o homem-forte da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, não acredita que a crise mundial possa colocar em risco o futuro da categoria. Na semana passada, Ecclestone afirmou que a F-1 vai sobreviver à turbulência econômica. "Está claro que a crise afeta todos, incluindo a indústria automotiva. Mas não vai afetar a Fórmula 1 seriamente. Até onde sei, quase todas as entradas para as corridas de 2009 já foram vendidas. Além disso, já assinamos grandes contratos de parceria com empresas como LG e DHL", disse Ecclestone.
"É simples: todas as grandes empresas que querem ver sua marca anunciada no mundo inteiro sabem que a Fórmula 1 é a maneira mais barata de conseguir isso", completou.
Associação de Equipes se reune na Inglaterra
Nesta quinta-feira, representantes das nove escuderias remanescentes na Fórmula 1 vão se reunir no aeroporto de Heathrow, em Londres, para discutir mais cortes de custos na Fórmula 1. De acordo com um porta-voz da McLaren, os dirigentes vão debater algumas das ideias lançadas por Max Mosley em sua carta do dia 5 de janeiro, incluindo mudanças no regulamento técnico e a criação de um teto salarial para os pilotos.
"Inevitavelmente, a carta de Mosley será discutida construtivamente no contexto de encontrar maneiras de cortar custos, melhorar o espetáculo nas corridas e introduzir medidas ecologicamente corretas", disse o porta-voz do time prateado ao site F1-live. Outro ponto importante a ser discutido é a liberação do uso de artefatos aerodinâmicos móveis, atualmente proibidos. O objetivo da medida seria aumentar o número de ultrapassagens nas corridas.
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