Caixa da prefeitura está na UTI, diz Paes
Redação SRZD | Rio+ | 06/01/2009 13:37
O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, em entrevista ao SBT Rio, afirmou que o caixa da prefeitura está na UTI. Segundo Paes, estão disponíveis R$300 milhões, mas será preciso pagar cerca de R$700 milhões de gastos da prefeitura anterior. "São R$400 milhões negativos", afirmou o prefeito.
Apesar disso, Paes garantiu que os R$ 500 adicionais que serão pagos, através de um convênio firmado com o Governo do Estado, a cada policial militar em ação no Morro Santa Marta e outras comunidades que irão aderir ao policamento comunitário, serão pagos com prazer. "É um recurso que eu gasto com o maior prazer. Esta é uma ótima iniciativa do governador e uma ajuda que a Prefeitura dá ao policiamento comunitário", explicou.
Sobre a operação Choque de Ordem que acontece na cidade desde o primeiro dia de governo e já derrubou até edifícios irregulares no Recreio dos Bandeirantes, Paes diz que a tolerância é zero com a desordem e ilegalidade. "Será uma ação permanente da prefeitura. Faremos valer as regras". Paes afirmou ainda que não tem medo de sofrer ameaças de grupos que vivem na ilegalidade. "Chegou a hora dos micilianos ou aqueles que estão na ilegalidade temerem as autoridades", declarou.
"Não garanto que não haverá epidemia de Dengue"
O prefeito também falou sobre dengue e afirmou que não há como garantir que não haverá uma nova epidemia no Rio. "Eu criei o gabinete de combate à doença. A prefeitura tem planos de medidas preventivas, que já começaram com uma ação grande em Paquetá", explicou. "De qualquer forma, caso haja uma epidemia, é inadmissível que a situação do ano passdo se repita. As pessoas serão atendidas, a doença diagnosticada e a hidratação feita", garantiu Paes.
Segundo Paes, o sistema de saúde no Rio está em colapso. "Necessita-se de uma integração entre Prefeitura, Estado e Governo Federal, que nós estamos buscando", explicou. "A idéia é evitar que as pessoas cheguem às emergências dos hospitais. Em visita ao Hospital Salgado Filho, no Méier, vi um homem que precisava de alguns pontos e outro que estava com sintomas de amidalite. Esses são problemas que poderiam ser resolvidos na UPA", explicou Paes, que pretende construir 15 Unidades de Pronto Atendimento só este ano no Rio.


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