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Drama das famílias dos profissionais do Angra Esporte Clube prossegue

Stéfano Salles | Angra | 13/12/2008 08:00

Ao lado de prefeito, o ex-secretário de Esporte e Lazer, Marcus Venissius, o presidente do Angra Esporte Clube, George Fedrizzi e o presidente da Organização Mundial do Esporte, George Thieme Verllague.

A participação do Angra Esporte Clube na Segunda Divisão ganhou contornos de drama para as famílias de jogadores e integrantes da comissão técnica da equipe profissional. Todos tiveram os salários dos meses de outubro e novembro pagos com cheques particulares do presidente do clube, George Fedrizzi, que voltaram em duas situações: parte sustada, parte sem fundos. Ninguém foi procurado pela diretoria para um acordo e todos ainda tem contrato até o fim de dezembro. Diante do descaso, parte do elenco e da comissão técnica registrou ocorrência na 35ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, e buscará agora a justiça do trabalho seus direitos.

 

"Já trabalhei em muitos clubes e sei que atraso salarial é uma coisa comum. Grandes equipes do futebol brasileiro atrasam salários, mas o problema em Angra é pior porque há um repasse do poder público municipal para arcar com essas despesas. É dinheiro público sem prestação de contas. E o que o presidente George Fedrizzi fez conosco é estelionato. E, para mim, lugar de estelionatário é na cadeia", desabafa Sérgio Magalhães, treinador da equipe da Costa Verde na Segundona.

 

Magalhães vive situação particularmente perturbadora. Não depositou ou trocou seus cheques, mas indicou aos atletas lugares e pessoas que pudessem fazê-lo, como forma de abreviar em alguns dias o drama da compensação bancária. Agora, é cobrado pelas pessoas que, por sua confiança, efetuaram a troca, arcaram com o prejuízo e não tem previsão de receber. Para evitar o estrago, o treinador coloca à venda parte de seu patrimônio.

 

"Indiquei pessoas e lugares para trocar os cheques dos jogadores, porque sabia do drama que estavam vivendo. Mas agora sou cobrado pelas pessoas que deveriam receber. Sempre sonhei em ter uma casa de praia. Comprei um terreno em Saquarema por aproximadamente 25 mil reais e, agora, vendo por menos da metade: 10 mil. Nunca passei por esse tipo de coisa na minha vida", explica.

 

Jogadores também sofrem

 

 

Fabinho, atacante que fazia dupla com Viola, também se encontra em apuros. Pediu para que a cunhada, que trabalha em uma financeira, trocasse o cheque na empresa. Depois de feita a troca, o cheque depositado voltou e a culpa recaiu sobre a funcionária.

 

"Ela ainda não foi mandada embora porque pagamos uma taxa de juros, mas se não conseguirmos o dinheiro para cobrir o cheque até o dia 15, ela será despedida da empresa, porque depois descobrimos que há uma norma da empresa que proíbe as trocas feitas para familiares", revela Fabinho.

 

Como era de se esperar, a troca causou problemas em família. "Minha irmã não fala mais comigo por causa disto e precisamos resolver o problema dela porque ela não pode ser mandada embora, isso só irá piorar as coisas", afirma Camila Paiva, esposa de Fabinho, que chegou a ficar longe do marido por 45 dias por conta da competição.

 

Para sobreviver, o jogador tem disputado partidas de futebol amador, mas o seu time foi eliminado da competição e agora depende de acertar contratação com uma equipe para o Campeonato Estadual para sanear as dívidas acumuladas.

 

Todas as vítimas procuraram o presidente do clube, que não atende ou retorna as ligações. A reportagem FutRio tentou entrar em contato com o presidente George Fedrizzi, sem sucesso. A todos, os demais diretores do clube dizem não fazerem mais parte da diretoria e alegam também serem vítimas do presidente.

 

Prefeitura nega participação na equipe profissional

 

A prefeitura subvenciona o clube por meio de um convênio anual. De acordo com o Secretário de Esporte e Lazer de Angra, Hudson Viana, o convênio é anual, da ordem de 190 mil reais, mas não pode ser utilizado para as despesas com o esporte profissional.

 

"Eu não quero acreditar que o Angra utilize esse repasse para o desporto profissional. Isso é ilegal. O nosso objetivo é fomentar a formação de atletas. Repassamos o dinheiro por meio de uma planilha de custos apresentada por eles. O valor de 190 mil reais já foi pago e, agora, temos que aguardar a prestação de contas. A prefeitura não tem nenhuma relação com a equipe profissional montada pelo Angra Esporte Clube", defende-se o secretário. Enquanto isto, o drama continua.

 

Amanhã: o caso do goleiro Léo, que sofreu lesão na medula, perdeu os movimentos do pescoço para baixo e se recupera

 

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Postado por:Seu madruga | 16/12/2008 19:43:03

Esse é o quadro lamentável do futebol carioca, e brasileiro também. Por isso os empresários não querem colocar dinheiro em timecos de futebol, sobrando para as prefeituras, a injeção de recursos, sem qualquer retorno para a comunidade e sem prestação de contas. Isso acontece na 2ª divisão, mas se vocês investigarem direitinho, todos os timecos de cidades, com nome de prefeitura na camisa, tem coisa ruim e fedida rolando por lá. Vejam bem, contratar um jogador de 39 anos prá quê??????? É tudo violla do mesmo saco, entende?

Postado por:Rose | 15/12/2008 17:13:57

Deveria ter uma CPI no futebol e tem gente que acha que vida de jogador é moleza. Os clubes recebem ajuda de patrocinadores,alguns recebem ajuda da Prefeitura,alguns recebem da Globo e os dirigentes e a Federação desviam o dinheiro na maior cara de pau.Também sei que os clubes teem despesas,mas são irresponsáveis,querem fazer contratos que depois não vão arcar. E o jogador que entrar na justiça ainda corre o risco de ficar "queimado" no mercado, por que dirigentes são farinha do mesmo saco,nessa hora eles se unem tirando a oportunidade de trabalho do atleta,acham que eles deveriam trabalhar sem receber e ainda tecer elogios do clube. Estão acabando com o futebol,seus mercenários!!!!!!!

Postado por:Odilon gomes | 13/12/2008 23:07:17

Isso é lamentável o q estes diretores fazem no futebol,o Angra não vai ser o primeiro e nem o último q vai acontecer este tipo de coisa,de pagamento ficar atrasado por vários meses. No Goytacaz não é diferente,os atletas estão sem receber desde setembro e para completar muitos dos jogadores não tem suas carteiras de trabalho assinada pelo clube. A CBF tem q tomar uma atitude drástica com estes Clubes q fazem este tipo de coisas,a melhor opção é bani-los do futebol igual fazem no futebol EUROPEU.


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