Centros de hidratação contra dengue abertos durante 24h em janeiro
Anna Luiza Guimarães | Rio+ | 01/12/2008 11:03
Os representantes de sete municípios não foram à reunião com o Secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, que está sendo realizada na manhã desta segunda-feira, no hotel Rio Othon Palace, em Copacabana.
No evento, Côrtes e os representantes de mais 12 municípios do Rio discutem um plano de contingência para a dengue, com a intenção de intensificar o processo de transição entre a administração atual e a que vai assumir o poder no ano que vem, passando para os novos secretários aquilo que já foi feito e o que ainda precisa ser colocado em prática.
Segundo Sérgio Côrtes, "foi feito um estudo pela vigilância de saúde em que se chegou a conclusão de que a dengue vem matando cinco vezes mais do que a OMS (Organização Mundial de Saúde) estimava".
"Um plano de contingencia vai usar os centros de hidratação que foram usados no ano passado e que, se necessário, já vão estar em janeiro abertos durante 24 horas", disse Côrtes.
Sobre a chuva no estado, o secretário afirmou que 5 mil pessoas já foram afetadas e disse ainda que a situação é mais grave em Campos. Côrtes sobrevoou de helicóptero a cidade, que já está recebendo doações de alimentos e kits contra a leptospirose.
SIDNEY REZENDE COMENTA:
"Ao contrário do que se pensa não foi bem recebida a idéia do secretário de Estado de Saúde, Sérgio Cortês, de montar tendas para atender pacientes com dengue. Um político com trânsito na área foi direto: "construir tendas é uma demagogia política. E além do mais, o combate ao mosquito transmissor da dengue é atribuição do município e não do estado fazer isso. Assumir em janeiro já é um atestado de fraqueza do Eduardo Paes". Aos fatos: só no município do Rio existem 15 policlínicas, 66 postos de saúde e 63 postos de saúde da família"
Postado por:Marcus Bastos de Oliveira | 02/12/2008 12:08:59
Olá Sidney. Em primeiro lugar suponho que deva ser necessário entendermos o que é "demagogia política" e o que são atidudes relevantes para a saúde pública no Rio. Dito isto, passo para algumas observações: a dengue está aí, e é um fato real a ser combatido; os representantes municipais não podem, ou não deveriam, ver a coisa apenas por seu lado político partidário, aqui os partidos deveriam agir de modo cooperativo e pela população. Comentar algo apenas politicamente, sem o devido respeito, digo, sem reforma política, não dá para se levar a sério. Veja o histórico do próprio Eduardo Paes... E não podemos ficar naquele velho debate se o mosquito é municipal, estadual ou federal. Todos devem combatê-lo! Qual político que está aí no poder hoje que nunca usou a máquina pública para conquistar votos? O PMDB é conhecido como "o partido dos políticos profissionais"... Não é mesmo? Qual significado estão dando a está palavra: profissionais? Quem tem mais leva? Mais lábia? Mais grana? Melhor trânsito no meio político? Quais são os liites que determinão aquilo que é tráfico de influência daquilo que não é? A ética no meio político brasileiro é uma abstração covarde, desrespeitosa, totalmente alienada. Somos reféns de uma situação crônica de descaso generalizado. E o descaso é da parte dos políticos e também do cidadão. Em sua maioria nem os políticos nem os cidadãos querem assumir responsabilidades. Precisamos sempre tomarmos um "choque de realidade"? Quem está disposto a continuar pagando os custos? Uma coisa é certa: temos todos os recursos naturais para o "bom desempenho" do mosquito. O mosquito tem uma visão ampla e democrática e nunca troca de partido.

Postado por:JOSE GUILHERME | 02/12/2008 10:25:06
O Governador Sérgio Cabral encampou a campanha do Prefeito eleito Eduardo Paes e o mosquito da dengue poderá "queimar" este início de governo do prefeito eleito . Aliás o Eduardo Paes disse na campanha que não iria lotear os cargos na Prefeitura e já começou a fazê-lo com a nomeação de Jandira Feghali, Cristiane Brasil ,etc..




















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