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Carência financeira no esporte

Redação SRZD | Esportes | 26/11/2008 18:39

A verba aplicada pelo Comitê Olímpico Brasileiro nos últimos quatro anos chega a corresponder à décima parte do que foi investido pela Grã-Bretanha, Alemanha e China no ciclo olímpico Pequim 2008 (2005 a 2008). O estudo do COB foi apresentado nesta quarta-feira, durante a audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.

Durante três horas, os deputados das duas comissões puderam conhecer em detalhes como foi a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 e a realidade do esporte brasileiro se comparada a países que ocupam o topo do quadro de medalhas olímpicas. O COB foi representado pelo presidente Carlos Arthur Nuzman e pelo superintendente executivo de esportes Marcus Vinícius Freire. Também participaram da audiência representantes de empresas estatais que patrocinam o esporte e os presidentes das Confederações de Atletismo, Desportos Aquáticos, Handebol e Voleibol. 

Durante a apresentação, Nuzman e Marcus Vinícius elencaram as responsabilidades e atividades do Comitê Olímpico Brasileiro, fizeram uma análise da participação do Brasil nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 e compararam os investimentos feitos pelo COB com outros países de ponta do esporte mundial. Como exemplo, no ciclo olímpico para Pequim (2005 a 2008), o COB aplicou em suas atividades e nos programas das Confederações Brasileiras Olímpicas um total de R$ 288 milhões (cerca de US$ 133 milhões no quadriênio) oriundos dos recursos da Lei Agnelo/Piva e com a devida prestação de contas ao Tribunal de Contas da União e à Controladoria Geral da União.

No mesmo período, a Austrália aplicou US$ 550 milhões no esporte, contra US$ 1 bilhão da Grã-Bretanha, US$ 1,2 bilhão da Alemanha e US$ 2 bilhões da China.

"São países que, como Brasil, investem em uma gama variada de modalidades. A diferença está no montante dos recursos. Para se obter resultados como os desses países são necessários investimentos a longo prazo, entre oito e 12 anos, definição estratégica do que se quer atingir e gestão profissional para programas de alto rendimento. Mas vale ressaltar que os investimentos em um determinado ciclo não visam apenas a participação nos Jogos Olímpicos. Há todo um trabalho nas categorias de base que não aparece, mas que é importantíssimo para o longo prazo. Além disso, nos últimos quatro anos tivemos conquistas de títulos mundiais em diversas modalidades, como judô, taekwondo, ginástica artística, vela e vôlei, entre outros. Portanto, não faz sentido se dividir o valor investido no esporte pela quantidade de medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos. É uma conta que não existe no esporte", afirmou Nuzman.

O superintendente executivo de esporte do COB, Marcus Vinícius Freire, explicou a diferença de estratégia entre alguns países. "A Grã-Bretanha, por exemplo, levou a Pequim apenas o hóquei sobre a grama como esporte coletivo. Já países como Jamaica, Etiópia e Quênia investem os recursos apenas no atletismo, e mesmo assim em provas em que não competem entre si. O Brasil tem por tradição investir de forma equilibrada em todas as modalidades, mas está cada vez mais claro que para obtermos mais medalhas olímpicas será necessário direcionarmos os esforços para modalidades que distribuem muitas medalhas", explicou.

A análise feita pelo COB após Pequim 2008 conclui alguns fatos importantes. A conquista de medalhas está cada vez mais difícil. Se em Atenas 74 países  conquistaram medalhas, em Pequim 2008 esse número saltou para 87, com a quebra de 128 recordes olímpicos e 42 recordes mundiais. Os países mais desenvolvidos do mundo também são os que mais ganham medalhas em Jogos Olímpicos. Dos 10 primeiros países no quadro de medalhas, oito fazem parte do G-8 e oito estão entre os 30 primeiros no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

"Em que pesem as dificuldades cada vez maiores para a obtenção de medalhas olímpicas, a evolução do esporte brasileiro é evidente. Estamos acelerando o ritmo de crescimento neste novo ciclo olímpico até 2012, a partir de uma nova definição de metas por modalidade. O COB está investindo no aprimoramento de sua gestão profissional e das Confederações, com foco nas melhores condições para os atletas e comissões técnicas", finalizou Nuzman.


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Postado por:carlos roberto silveira | 27/11/2008 08:17:37

este senhor antes de fala abobrinhae sobre outros paises , tem que prestar contas dos jogos ai no rio , pois forao gasto mais de 4 vezes o orcado, num pais (o brasil)onde todos roubam ,)para com esta hipocrisia, se levantar os dados esta gente deve ser jogadas no rio guandu

Postado por:Celia Barbosa | 26/11/2008 21:13:23

Haja paciência! O país tem outras prioridades, como saúde, educação, estradas, aeroportos ferrovias, transportes, saneamento, energia elétrica, portos, e esportes poderia ser deixado para depois, porque não é urgente.

Postado por:Lucas Oliveteri | 26/11/2008 20:00:19

É triste saber que o país só pensa em resultado. Investimento assim no esporte nunca chegará em lugar nenhum. Com a dimensão do nosso país, nós poderíamos disputar medalhas de ouro nas olimpíadas com todos os países e ainda tirar jovens da violência.