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As cinco melhores cinebiografias musicais

Rafael Cavalieri | Cinco | 24/11/2008 18:05

Também sou apaixonado por música. Então não há nada melhor do que filmes que tenham a música como assunto principal. Por isso vamos listas as cinco melhores cinebiografias musicais. Este é um terreno complicado. Não faltam exemplos de filmes que banalizaram a música e o personagem. Mas também temos ótimos exemplares como os cinco aí de baixo. Sem mais delongas, vamos aos shows, ou melhor, aos filmes!

The Doors (1991)

Eu nunca tomei ácido. Mas acredito que deva ser algo parecido com o sentimento que você sente ao assistir esse filme. É uma grande viagem: musical e cinematográfica. Quem é fã vai ao delírio. Quem não é se prende em uma atuação mais do que sensacional de Val Kilmer, vivendo o vocalista Jim Morrison. Oliver Stone, um dos meus favoritos, também contribui imensamente para fazer desta cinebiografia um filmaço. A câmera vaga loucamente assim como a trajetória da banda e de seu vocalista. O diretor não hesitou em mostrar como as drogas faziam parte de seu cotidiano e contribuiam nas atitudes impensadas de Jim Morrison. Por isso me referi à viagem de ácido no início do texto.

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Cenas memoráveis também estão no filme. Temos baixarias como a do elevador, ou a que ele urina em um bar. Temos loucuras como as do show em que ele fala em matar o pai e transar com a mãe. A seqüência em que eles procuram o melhor arranjo para o megahit "Light my Fire" também é ótima. A cena que escolhi teve grande influência pela música de fundo. Mas é ótimo quando Jim escala a árvore e conquista sua futura esposa, vivida por Meg Ryan. Vejam abaixo: nenhuma mulher iria resistir.



Não Estou Lá (I'm not There - 2007)

A idéia é muito ousada. Escalar seis atores, incluindo uma mulher, para viver Bob Dylan no cinema não é fácil. O time é de primeira linha. O jovem promissor Marcus Carl Franklin mostra a infância do cantor. Christian Bale mostra a fase defensora dos direitos civis. É dele uma das melhores cenas do filme, relembrando quando Dylan apareceu bêbado para receber prêmio Tom Paine do National Emergency Civil Liberties Committe. Ben Whishaw vive a fase poética. Heath Ledger a fase cinematográfica, porém caseira. Richard Gere a fase reclusa, quandose afastou da mídia para curtir a vida na fazenda.

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Pulei Cate Blanchett porque ela é disparada a melhor. Ela captou a essência de Bob Dylan, além de estar fisicamente muito parecida. Recebeu a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e perdeu, na minha opinião injustamente, para Tilda Swinton por "Conduta de Risco." A entrevista repleta de provocação em sua fase roqueira para o repórter da BBC é a melhor seqüência do filme. E é um pedaço desta cena que vemos abaixo.



Ray (2004)

A história de vida de Ray é belíssima. Sua música é espetacular, assim como sua trajetória em busca do sucesso. Ingredientes para um belíssimo filme não faltavam. Some tudo isso a um ator excelente que se concentrou para o papel de sua vida. Jamie Foxx está espetacular, uma atuação irretocável. Até mesmo os clássicos trejeitos do pianista que ficou cego na infância sofrida estão lá.

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É muito emocionante ver como uma pessoa que tinha tudo para ser mais um coitado vira um músico que fez história. Ver sua garra ao criar maneiras de não ser passado para trás por ser cego. É difícil conter a emoção ao acompanhar o doloroso processo para se livras das drogas, que eram usadas para aliviar os traumas do passado. Um filmaço mesmo. Queria o vídeo de "I can't stop loving you", uma das músicas dele que mais gosto e um momento muito legal do filme. Mas não achei. Então vamos de "Mess Around", quando Ray descobre o que precisa fazer para explodir nas rádios (desculpe as legendas).




Johnny & June (2005)

Nos comentários sobre Ray exaltei a atuação de Jamie Foxx, que encarnou de maneira assustadora o pianista Ray Charles. Aqui o mesmo pode ser dito de Joaquin Phoenix. Basta - para quem não conhece obviamente - pegar algum vídeo de Johnny Cash. Os trejeitos e nuances do cantor estão todos presentes de maneira clara no filme. Quem se esquece do violão nas costas? Da voz grave e penetrante? Bom demais.

O diretor James Mangold também mostrou muita competência ao não tentar fazer grandes estripulias. O filme é simples, direto e belo. Mas o mérito maior é que ele soube aproveitar o talento da dupla protagonista. Agora falo apenas de Reese "Legalmenter Loira" Witherspoon. Muitos achavam que seria mais uma atriz bonitinha e que não teria nada a dizer. Mas neste filme ela prova justamente o contrário. Sua atuação como a amada de Cash, a June do título, é tão marcante que lhe premiou com um Oscar. Um programaço repleto de boa música.

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Vejam ele cantando um dos maiores sucessos de Cash: Folsom Prison Blues. É um momento de descoberta, assim como o de Ray acima.



Dei moral a Reese e não a coloquei na cena. Portanto outro sucesso de Cash, desta vez com a sua amada!



Amadeus (1984)

Para muitos, música clássica é difícil de digerir. Um filme sobre o papa deste estilo com duração de quase três horas seria um parto! Mas o projeto caiu nas mãos do diretor Milos Forman, do GENIAL "Um Estranho no Ninho", e dos sensacionais "Hair" e "O Povo Contra Larry Flint." Aí, meu amigo, qualquer idéia vira um filmaço. E a cinebiografia do pianista Wolfgang Amadeus Mozart não é diferente. Tanto é que ele levou para casa oito estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme, direção, roteiro adaptado e ator.

Apesar de ser sobre Mozart, o personagem central é Antonio Salieri, um músico da corte real que está em um hospício após tentativa de suicídio. O que o levou a isso foi um turbilhão de sentimentos que ele sentia pelo gênio da música. Partindo disso a história de Mozart é construída. Bela sacação, não é? As atuações de F. Murray Abraham como Salieri e Tom Hulce como Mozart são maravilhosas, como não pode deixar de ser em uma cinebiografia musical. Vale a pena ver, se é que alguém ainda não viu.

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Neste pedaço, Salieri descreve como é maravilhosa a sinfonia composta por Mozart. Ao fundo, a música acompanha a descrição.


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Postado por:Antônio Terra | 01/12/2008 23:28:12

Cadê "A Fera do Rock" nesta lista?

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