Evo Morales acusa EUA de grampo
Redação SRZD | Internacional | 20/11/2008 22:32
A tensão entre a Bolívia e os Estados Unidos segue cada vez mais forte. Nesta terça-feira (18), o presidente boliviano, Evo Morales, acusou a Agência Antidrogas americana (DEA, no original em inglês) de grampear suas chamadas telefônicas, da mesma forma que com o vice-presidente, Alvaro García Linera. Em declaração ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), Morales afirmou que DEA teria instalado um escritório na Empresa Nacional de Telecomunicações (Entel), com o objetivo de intervir nas ligações de autoridades do Governo, bem como de um grupo de deputados do Movimento Ao Socialismo (MAS).
Para o presidente da Bolívia, a atitude é uma demonstração clara dos "trabalhos de ingerência política que a DEA tem cometido no país, nos últimos seis anos". Morales pediu ainda que Washington interrompa a luta contra o narcotráfico na região sul-americana. Ele alega que os países que não estão de acordo com a política econômica e antidrogas dos EUA sofrem "represálias e humilhações".
Por sua vez, Morales também solicitou ao Conselho Permanente da OEA que desenvolva uma comissão responsável pelo controle da luta contra o narcotráfico na região para contar com informações imparciais sobre os resultados obtidos em relação a esse assunto. Apesar de dizer que os Estados Unidos, "provavelmente", teriam boas intenções ao criar organismos de combate ao narcotráfico, Morales garante que os embaixadores e o corpo de paz fizeram uso indevido dessas ferramentas.



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