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Opinião do Leitor - Os Clérigos do Santo Sepulcro demonstram o amor Cristão?

Sebastião Ramos* | | 20/11/2008 13:24

Há séculos a humanidade procura obter a paz e a felicidade. Algumas pessoas achavam que, se adquirissem riqueza material, poderiam alcançá-la; outras se empenharam em fazer um curso superior para ter um bom emprego; ainda outros se filiaram a um partido socialista com o objetivo de lutar por uma sociedade justa e igualitária, e ficaram desapontadas. Agora, com o agravamento da crise do sistema capitalista, aumenta a desesperança, e, por sua vez, a falta de perspectiva de um futuro melhor. E, então, muitas dessas pessoas se voltam à procura de, pelo menos, encontrar a paz mental onde ainda não tinham procurado: No seio das religiões. Mas a pergunta é: Será que a verdadeira paz poderia se encontrar no meio de tantas religiões divididas que afirmam ser cristãs? A propósito, observamos os próprios clérigos da Cristandade se degladiando em suas facções políticas e religiosas, que, muitas vezes, por não se entenderem, brigam entre si. Nestes dias, os ânimos se acirraram num dos locais que, segundo eles, é o mais sagrado, a Igreja do Santo Sepulcro, na velha cidade de Jerusalém, onde se encontra o túmulo de Cristo. Se não fosse a intervenção da polícia - meu Deus! - poderia ter havido até morte, mas, felizmente, houve apenas feridos.

As câmaras da TV mostraram aqueles homens vestidos de mantas, saias rodadas, cheias de penduricalhos e cordões de ouro encravados de brilhantes, se esbofeteando, parecendo mais com torcidas organizadas quando se confrontam nos estádios de futebol, ou com lutadores de karatê, ou de judô. O interessante é que todos esses grupos se dizem acreditar piamente em Cristo, o salvador. No entanto, por incrível que pareça, não aprenderam o elementar - o exemplo que seu mestre ensinou - dar a outra face. Que face? Do amor, do perdão, da compaixão. Imaginemos como os peregrinos passaram mal ao se depararem com uma briga de uma turba clerical extremamente violenta, jogando coisas uns nos outros? É provável que muitos tiveram que entrar na briga para se defenderem de socos, empurrões e pontapés. Uma grande parte dos visitantes veio de países mais remotos do planeta, gastando suas economias à procura de paz, porém, infelizmente, encontraram um tremendo palco de batalha campal. Se os próprios clérigos não conseguem ter paz entre si, como pode os fiéis acreditar em suas pregações? E com certeza a situação irá piorar, pelo fato, da profecia bíblica, afirmar, com todas as letras que, os homens e impostores passarão de mal a pior, ou seja, desencaminhando e sendo desencaminhados através do seu maior instrumento de enganação; a Religião Falsa.

Os escribas e os fariseus pregavam uma coisa e faziam outra. Em certa ocasião, Cristo alertou aos seus discípulos e à multidão a observarem as suas palavras, mas não as suas ações. Queira, por favor, acompanhar a leitura em sua Bíblia: "Os escribas e fariseus sentaram-se no assento de Moisés. Portanto, todas as coisas que eles vos dizem, fazei e observai, mas não façais segundo as ações deles, pois dizem, mas não realizam". Realmente, em nossos dias, os líderes religiosos têm demonstrado, supostamente, que são íntegros, honestos em seus tratos com os outros, no entanto, por estarem metidos na política, fazem negociatas, sonegam impostos, praticam pedofilia, dentre outras coisas prejudiciais. O relato bíblico continua afirmando que eles amarram cargas pesadas e as põem nos ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-las nem com o dedo (Mateus 23: 1 - 5).

No ano de 2006, o papa Bento XVI, ao discursar numa universidade na Alemanha, propôs a paz entre as religiões, mas acusou o islamismo de promover a violência: "Mostre o que Maomé trouxe de novo, disse o papa, e achará somente coisas más e desumanas, como sua ordem de espalhar à fé pela espada, pois assim era que pregava". No entanto, quem conhece a história da Cristandade não se admira porque foi escrita com muito sangue e ainda continua. Observe, por exemplo, as palavras de um líder da Turquia quando exigiu que o papa se retratasse: "A Igreja e o público ocidental, porque eles viram o islã como inimigo, promoveram as cruzadas. Eles ocuparam Istambul, eles mataram milhares de pessoas. Cristãos ortodoxos e judeus foram mortos e torturados". Não obstante, entre esta troca de acusações, nenhum dos lados tem razão para se queixar, mas se cumpre entre eles o ditado popular que diz: "É o sujo falando do mal lavado, e o roto falando do rasgado".

A Bíblia Sagrada, o livro mais traduzido e lido de todos os tempos, contém a receita para quem almeja a verdadeira paz. Não é à toa que milhões já encontraram essa paz tão sonhada, através de um estudo bíblico, gratuito, em sua própria residência. Assim sendo, passaram a viver pacificamente ao lado do seu próximo, ombro a ombro; e, por saberem que a paz completa não chegará pelos esforços do homem, mas, através do Reino de Deus, sob a regência de Jesus Cristo, continuam, regularmente, indo de casa em casa a procura de outros, cumprindo-se, assim, uma outra profecia, talvez a mais importante, que é pregar as boas novas do Reino, em toda a terra habitada. (Mateus. 24: 14). Seria ilusão pensar que podemos ter paz mental dentro de religiões conflitantes que pregam a paz, porém, promovem a violência, o terrorismo e a guerra. Em novembro de 2006, a revista Época trouxe matéria sobre o assunto. Perguntava como seria o mundo sem religião e citava um trecho da música 'Imagine', de John Lennon, reescrita por Richard Dawkins: "Imagine nenhum homem bomba, nenhum 11 de setembro, nenhuma cruzada, nenhum conflito na Irlanda do Norte, entre católicos e protestantes, nenhuma guerra entre Israel e Palestina". É isso mesmo que ocorrerá, segundo a profecia bíblica do livro de Revelação/Apocalipse, 17: 16, 17, quando Deus incutir o seu pensamento nos corações mentais dos governos políticos com o objetivo de destruírem todo o aglomerado mundial da religião falsa.

Para encontrar a religião que tem a aprovação de Deus, precisamos observar algumas de suas características. Exemplos: Seus membros não se alistam nos aparelhos militares para irem à guerra, porque já se despojaram de suas armas, e as transformaram em relhas de arado - ferramentas agrícolas. A neutralidade política também é uma outra marca importante que seus membros carregam, sem contar o tema central de sua pregação - o Reino de Jeová (Isaias 2: 2 - 4).

Portanto, se a sua religião não demonstra tais características, repense-a imediatamente e acate o aviso de Deus: "Sai dela povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte de suas pragas..." (Revelação 18: 4). Se assim o fizer, poderá sobreviver tanto ao fim da religião falsa, como ao Armagedon, a guerra do grande dia de Deus, para viver em felicidade no paraíso aqui mesmo na Terra. (Salmos 37: 9 - 11).

Sebastião Ramos, funcionário público federal - sebastianramos7@gmail.com

Assista ao vídeo da briga.


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