Mais da metade da população mundial pode ficar sem água em 2080
Redação SRZD | Meio Ambiente | 18/11/2008 21:29

Cerca de metade da população mundial deverá sofrer com a falta de água potável para o ano de 2080. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (18) por especialistas. De acordo com o professor Wong Poh Poh, da Universidade Nacional de Cingapura, o aquecimento global tem sido responsável por interromper o fluxo padrão da água e, conseqüentemente, aumentar a gravidade de enchentes, secas e tempestades - o que vai acabar reduzindo a quantidade de água potável.
O professor afirmou também que o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas das Nações Unidas apontou a possibilidade de cerca de dois bilhões de pessoas não terem acesso suficiente à água limpa em 2050. Se as previsões forem confirmadas, a previsão é de que o número chegue a 3,2 bilhões em 2080. A situação ainda elevaria o número de doenças causadas por água contaminada.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década, a estimativa era de que 1,1 bilhão de pessoas não tinham acesso suficiente à água potável. O continente asiático, que possui mais de quatro bilhões de habitantes, é a região mais vulnerável, principalmente a China e a Índia, onde o crescimento da população é uma das maiores preocupações em relação às fontes de água.
"Na Ásia, a distribuição de água é desigual e grandes áreas têm enfrentado dificuldades. As alterações climáticas vão exacerbar essa escassez", declarou Poh Poh. Os especialistas explicaram que os impactos provocados pelas alterações climáticas podem reduzir o suprimento de água devido às secas, bem como as enchentes prejudicam a qualidade da água.
Wong e outros especialistas presentes na conferência reiteraram a necessidade de os governos aderirem ao protocolo de Kyoto para combaterem o aquecimento global e proteger as fontes de água, como uma solução a curto prazo. No entanto, as nações terão, no futuro, que desenvolver infra-estruturas capazes de proteger as áreas costeiras, melhorar a manutenção das bacias hidrográficas, além de adotar novas tecnologias para melhorar a disponibilidade das fontes de água.
O Protocolo de Kyoto foi assinado por 183 nações em 1997. Mas os Estados Unidos - o maior emissor de gases junto com a China - rejeitou o documento, alegando receio em relação à economia do país. Atualmente, a ONU "faz campanha" para substituir o tratado por um novo acordo na reunião que acontecerá em dezembro do ano que vem, em Copenhagen, Dinamarca.




























