Valdir, o grande destaque do Bangu e da Segundona
Colin Foster | Campeão | 15/11/2008 21:00
No início da Segundona, Hiroshi despontou como candidato a destaque do Bangu. Depois da lesão do atacante, Bruno Luiz apareceu marcando gols importantes. Mas, no fim das contas, quem termina a temporada como grande jogador do alvirrubro no ano é o lateral-direito Valdir. Aos 20 anos, o atleta balançou nove vezes as redes adversárias, e ficou a apenas dois gols de Bruno Luiz como goleador da equipe, e a quatro de Assumpção, do Olaria, na artilharia geral.
Valdir surgiu como grande promessa da Cabofriense, clube que detém seu passe, ao fazer bom campeonato brasileiro da Série C em 2006. No estadual de 2007, não foi tão bem, e acabou emprestado ao Resende para a disputa da Segundona do mesmo ano. Lá, conquistou o campeonato e disputou a primeira divisão pela equipe do sul-fluminense sob o comando do técnico Roy.
Um dos destaques do Gigante do Vale, caçula na elite estadual, se transferiu para o Brasiliense-DF, onde ficou por quatro meses. Mas, antes de acabar voltando para o Rio de Janeiro, quase foi parar no maior rival do Jacaré, o Gama. Um dos grandes motivos da ida para o Bangu? Roy.
"Pelo Resende, na Segundona, ganhei maturidade, e no Brasiliense joguei por quatro meses com atletas rodados e experientes, como Athirson e Iranildo. Quando saí do clube, recebi uma proposta do Gama-DF, que era dirigido pelo Ademir Fonseca. Ele conhecia meu trabalho, mas o Roy pesou muito na minha decisão de vir para o Bangu. Sempre conversava com ele por telefone, e quando soube do grupo que tinha sido montado, disse que chegaria, e não deu outra", revela Valdir, antes de contar que não demorou para recusar proposta do Silva Jardim e aceitar o convite do comandante bangüense.
"O Gama não estava bem na Série B, e tinha problemas de salários. Recebi uma proposta do Silva Jardim para ganhar mais do que aqui no Bangu, mas quando o Roy me ligou perguntando se eu queria vir, respondi na mesma hora que sim", conta o lateral, sobrinho e neto de banguenses.
"Família Bangu" e grupo de guerreiros ficarão na memória
Valdir é abraçado pro Baiano após marcar o gol de empate contra o Olaria. Foto: Colin Foster/FutRio
Se existe uma característica marcante no Bangu de 2008, é a união dos jogadores. Sempre vibrantes, é raro ver algum atleta da equipe não se entregar nas partidas e todos sempre destacam o conjunto. Mas as dificuldades superadas vão além dos jogos. A má condição do estádio, por exemplo, é apenas um dos obstáculos superados nesta temporada. Valdir garante que a "Família Bangu", como denominou o grupo, ficará guardada na memória.
"Quando cheguei aqui, a estrutura me assustou, mas quem quer vencer na vida tem que superar tudo. Nós, jogadores, sabíamos que, mesmo com as dificuldades, uma boa campanha pelo Bangu traria visibilidade. Não foi fácil, passamos por discriminações quanto às arbitragens, mas aqui é um grupo de guerreiros, de amigos, é a família Bangu", diz o lateral, que também revelou o espisódio mais marcante do ano.
"Antes do jogo contra o Tigres, a nossa oração foi tão forte, que nós saímos chorando do vestiário. Não há desavenças, todos se gostam, e esse foi o ponto forte do time. A família que montamos, crescendo nas adversidades", conta.














































