Roberto, o artilheiro do Tigres do Brasil nesta Segundona
Stéfano Salles | Vice-Campeão | 15/11/2008 21:00
Na reta final de uma competição, não é surpresa que um atacante brigue pelo posto de artilheiro. Principalmente se o nome dele for Roberto. Camisa 11 do Esporte Clube Tigres do Brasil nesta Segundona, o jogador de 22 anos tem se destacado pelos clubes por onde passa e agora foi peça importante no inédito acesso da Fera da Baixada Fluminense à Primeira Divisão.
Ao levar o Tigres à elite do futebol carioca, Roberto repete o feito obtido em 2007 com o Macaé. Na ocasião, com 15 gols, foi vice-artilheiro da Segundona. Na mesma temporada, foi o maior goleador da Copa Rio, quando defendia a Cabofriense, clube com o qual ainda tem contrato e que o cedeu por empréstimo ao Tigres para a competição.
As circunstâncias da atual temporada são muito semelhantes às da anterior, mas o atleta prefere enaltecer as diferenças. "A estrutura do Tigres é muito boa. Todo time precisa ter uma boa estrutura para oferecer boas condições de trabalho, e esse é um diferencial do Tigres, que nos proporciona tudo para fazer essa bela campanha", afirma o jogador.
As diferenças não estão apenas fora das quatro linhas. Dentro de campo, Roberto apresenta uma nova postura de jogo. "O técnico Lucho Nizzo dá muita importância à marcação e eu não gostava de voltar para marcar. No Macaé, o treinador me deixava mais na frente para finalizar mais. Aqui a responsabilidade tática é maior e aprendi a importância deste tipo de trabalho. Marcar gols é ótimo, mas o Lucho não me cobra gols, ele cobra que joguemos coletivamente", explica o artilheiro.
Homem-gol
Ele sabe que os holofotes estão sempre voltados para os atacantes, mas rejeita a condição individual de estrela para dividi-la com os companheiros de elenco. "Aos fazer gols, aumenta a identidade com o clube, mas todo mundo aqui é decisivo, todo mundo é importante. O Cleytinho é muito importante para mim na frente, como necessito do Zé Carlos e do Gustavo lá atrás, e também do Marquinhos e do Léo para marcar. Então, o Tigres depende de todo o grupo", afirma.
"Quero ficar no Tigres!"
Ainda vinculado à Cabofriense, Roberto não sabe o que o futuro o reserva e por qual clube disputará o Campeonato Carioca de 2009. O empréstimo ao Tigres dura até o fim de novembro, e somente depois disto as duas diretorias conversarão para chegar a um acordo sobre o futuro do atleta.
Ainda assim, o jogador não ficou em cima do muro, e afirma que gostaria de permanecer no Tigres na próxima temporada. "Eu tenho vontade de ficar aqui e fiz de tudo para o Tigres subir e assim, ter uma oportunidade no Campeonato Carioca. A estrutura que o Tigres tem é encontrada em poucos clubes no Brasil. Fizemos uma família aqui. E fui tratado muito bem aqui desde que cheguei. Isso me motiva a querer continuar no clube", revela o artilheiro. Os torcedores esperam que esse casamento dure muito tempo.















































