
Todo treinador tem um amuleto. O do técnico do Bangu, Antonio Carlos Roy, é uma camisa verde, tal como a de um consagrado colega de profissão: Antônio Lopes. Apesar de não se tratar de uma obsessão, a ponto de deixar de entrar em campo sem ela, é comum encontrá-lo com a vestimenta pelos estádios por onde sua equipe atua.
Encabulado com a descoberta do FutRio, Roy coçou a cabeça e lembrou que o amuleto estava na casa da mãe, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, e pediu que alguém a trouxesse. Deu certo: vitória de virada por 2 a 1 sobre o Olaria, na última quarta-feira.
Mesmo assim, o treinador tenta negar a crença no sobrenatural. "Eu não sou supersticioso", afirma. "Não é não, imagina...", provoca seu fiel escudeiro, o preparador físico Márcio Bittencourt, que entrega: "Ele tem também uma azul, que usa muito. Quando ele está com ela, é vitória certa. Ela até já está bem gasta, precisa de outra", diverte-se, para riso de todos em Moça Bonita.
Até aqui a superstição tem dado certo. Líder com 10 pontos, melhor ataque, melhor defesa e com o time mais disciplinado da competição, o Bangu pode garantir o título até mesmo em caso de derrota para o Aperibeense na última rodada, desde que o Tigres não passe pelo Olaria. A torcida, que cobra a vitória para comemorar mais um título, começa a preparar a festa para o jogo de sábado e aceitará de bom grado uma cor intrusa, seja ela verde ou azul.