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Malária em pleno século 21

Redação SRZD | Ciência e Saúde | 03/11/2008 10:11

A malária continua presente neste século 21 e atinge, principalmente, as crianças africanas menores de cinco anos. Um número especial da revista "The Lancet" analisa a evolução da doença e se é realmente possível erradicá-la.

"A malária desapareceu há mais de meio século em muitas zonas onde era endêmica, incluindo regiões da Europa. Se isso foi possível então não há motivos para não crer que isso não possa ser feito agora, em outros locais", defende Peter Byass, do Departamento de Investigação de Saúde Global da Universidade de Umea, na Suécia.

A reportagem apresenta algumas soluções para tentar acabar com a doença no mundo. A principal e base de todas as outras é uma completa interação entre os parasitas, os mosquitos, as pessoas e os serviços de saúde.

O estudo ressalta também os efeitos das mudanças climáticas nas condições sócio-culturais, o que aumenta o risco de epidemia da malária. Ambientes em condições precárias representam o habitat perfeito para os parasitas e mosquitos transmissores da doença.

Um trabalho realizado ao longo de nove anos (1999 a 2007) em Gâmbia, na África Ocidental, diminuiu, especialmente a partir de 2003, em 82% a mortalidade em decorrência da doença. Mosquiteiras com inseticidas cobriram diversas áreas de risco, privilegiando aquelas nas quais moravam grávidas e crianças.

Um outro estudo divulgado pela "The Lancet" sugere que dinheiro distribuído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para enfrentar a doença não é suficiente. A escassez de recursos e a falta de políticas nos sistemas de saúde são os principais obstáculos contra o extermínio da malária.




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