Adolescentes com problemas mentais recorrem aos amigos virtuais
Redação SRZD | Comportamento | 01/11/2008 11:40
Um novo estudo constatou que os adolescentes com certos transtornos de personalidade e problemas de relação preferem os amigos virtuais ao reais. Parte porque na rede, as crianças não se vêem imediatamente excluídas nem rechaçadas por suas dificuldades para se comunicar ou fazer amizade.
Vijay Mittal, do departamento de Psicologia da Universidade Emory (em Atlanta, nos Estados Unidos) realizou um estudo que constata que tanto os adolescentes com transtorno esquizotípico de personalidade (TEP) como aqueles que padecem de outros problemas mentais, dedicam pouco tempo às relações sociais mas, por outro lado, passam mais tempo em bate-papos ou em jogos on-line em comparação com os colegas mentalmente sãos.
As pessoas afetadas pela TEP, cerca de 1% da população, são aquelas que não desejam nem desfrutam as relações sociais, e mostram certa frieza social, não têm amigos e tampouco manifestam interesse pelas relações sexuais.
"Esse transtorno não deve ser confundido com a esquizofrenia. Em geral, são pessoas que se comportam de maneira estranha e têm crenças pouco comuns (superstições, bruxaria), que se aderem fortemente aos isolados e não têm relações interpessoais normais", afirmou Manuel de Gracia Blanco, do departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Educação.
Precisamente, este especialista, em colaboração com o Departamento de Línguas e Sistemas de Informação da Universidade Politécnica da Cataluña, liderou recentemente um estudo que confirma a relação entre os problemas mentais e o uso da internet. A equipe divulgou um questionário on-line durante quatro semanas, e 1664 internautas responderam.
"De todos eles, apenas 4,9% dos indivíduos reconheceram ter problemas freqüentes relacionados ao uso de internet", sublinhou o médico.
Esses conflitos se referem, principalmente, a perder a noção do tempo quando se está viajando no cyberespaço, roubar o tempo decido aos estudos e ao trabalho e prejudicar as relações com a família e os amigos pela obsessão em navegar. "Aqueles que confessam sofrer essas conseqüências são aqueles que apresentam o maior nível de ansiedade e disfunção social", confirmou a análise.
"O uso da internet se associou a sintomas psiquiátricos. Existem estudos sobre pessoas que trabalham além da conta e sofrem de doenças mentais. Existem também estudos que constatam que os jovens solitários são aqueles que dedicam mais tempo ao cyberespaço", observou Blanco.






















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