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O que o RBD tem?

Alexandre Mata Tortoriello | Música | 30/10/2008 17:05

Foto: Divulgação

Quando passei rapidamente por aquelas barracas de acampamento na avenida Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, até pensei que poderia ser um grupo de sem-terra, ou ciganos. Mas estava com pressa. Fui até a bilheteria, comprei meu ingresso - para outro show - e, na saída, perguntei o que faziam ali.

Eram uns cinco jovens. Todos, moradores da zona oeste do Rio. Parecia que nenhum deles tinha chegado ainda aos 18 anos. Esperavam o show do RBD, um grupo mexicano que surgiu com a novela Rebelde.

- Quando é?, perguntei.

- Dia 28, responderam.

- De outubro?

- Não, de novembro.

- E desde quando vocês estão aí?

- Desde 19 de setembro. A gente estava no Engenhão, mas o show foi transferido para cá. O grupo é grande e a gente se reveza nas barracas.

Impressionante! Mais de dois meses à espera de um show. Que apresentação vale esse sacrifício, mesmo com revezamento? Pesquisando na internet, descubro que o grupo surgiu em 2004 e lançou oito CDs e quatro DVDs, o último deles, gravado ao vivo no Rio. Quer dizer, eles já se apresentaram outras vezes no Brasil. Uma delas, inclusive, eu me lembro de ter visto notícia sobre esquema especial de trânsito para a noite do show no Maracanã. Parece que o grupo vai acabar e os fãs estão loucos com esta chance derradeira. Em outra visita, em São Paulo, num tumulto durante uma apresentação deles no estacionamento de um centro comercial, três jovens morreram.

Para esse show, os ingressos custam de R$ 100 a R$ 500. Se fossem mais baratos, imagino a legião de fãs que não iria correr para comprar. Mas tudo isso, para mim, é muito difícil de entender. Esse fascínio que alguns artistas exercem sobre as pessoas, para mim, é inexplicável.

A história dos fãs que esperam acampados me fez lembrar o maior sacrifício que fiz por um show. Eu estava ansioso para ver o U2 pela primeira vez no Brasil. Morava em São Paulo. Cursava duas faculdades (manhã e noite) e estagiava à tarde. A grana era curta e o tempo escasso. Meus pais me sustentavam numa das cidades mais caras do país e o dinheiro do estágio não dava para quase nada.

Não podia perder a chance de comprar um ingresso de estudante com desconto. Mas eles só seriam vendidos na sede da UNE, na Vila Mariana, zona sul da capital paulistana. Todo mundo queria ir. Sabia que a fila na porta seria enorme, mas resolvi arriscar. Não me lembro a data, mas a venda foi num dia de semana, no fim de 97. Os shows seriam em janeiro de 98, um deles, bem no dia do meu aniversário. 

Saí à noite da faculdade e resolvi passar em frente para ver como estava o movimento. A aglomeração já começava, mas não tinha tanta gente. Umas 20 pessoas, talvez. Estacionei o carro e fui para a fila. Não conhecia ninguém, mas não foi difícil arrumar assunto em comum. O tempo foi passando e eu percebi que não conseguiria virar a noite ali na rua e encarar faculdades de trabalho no dia seguinte. Expliquei meu drama aos meus novos amigos e eles toparam guardar meu lugar na fila. Fui para casa dar uma cochilada. 

Dormi de 1h às 5h. Em meia hora, me arrumei e já estava de volta à fila. A essa altura, ela dobrava a esquina. Com o dia clareando, não parava de chegar gente. Antes da abertura dos portões da sede da UNE, a fila já dava a volta no quarteirão, literalmente. Tinha mais de seiscentos metros! (Não. Eu não chutei a distância, acabei de dar uma olhada no mapa e fiz uma medição aproximada!)

A venda de ingressos começaria às 8h. Mas já passava de 9h, e nada! Ninguém sabia ao certo o que acontecia. Mas, de boca em boca, vinha a informação de que os ingressos não tinham chegado ainda.

O que fazer? Já tinha perdido a primeira aula, mas restavam mais duas. Decidi esperar. Afinal de contas, já tinha chegado até ali, não podia desistir no final. Tinha ingresso garantido, pois o número de entradas por pessoa era limitado e não tinha tanta gente na minha frente. O tempo foi passando e as vendas só começaram lá pela hora do almoço. Depois horas esperando, finalmente consegui!!!

Mas não dava tempo de comemorar. A aula daquele dia já era. A preocupação agora era chegar a tempo ao estágio. Felizmente achei uma vaga com extrema facilidade. Deu tempo! O entusiasmo não deixou o sono me dominar, nem mesmo à meia noite, quando dirigia de volta para casa, depois da outra faculdade. Nessa época eu ainda agüentava o rojão de dormir apenas quatro horas e enfrentar o dia seguinte sem bocejar.

Mais de um mês depois, finalmente chegou o dia do show. Agora era a vez de uns amigos para quem eu tinha comprado ingresso retribuírem o favor. Foram cedinho para a fila. Eu cheguei pouco antes da abertura dos portões. Havia uma área isolada, bem pertinho do palco e com bastante espaço para dançar, mas só os primeiros conseguiam o carimbo no pulso que dava acesso a ela. Fui um deles! Vi o show de perto e sem empurra-empurra.

Apesar de ter sido a turnê do pior disco do U2, o show foi excelente! É lógico que eles não poderiam deixar as clássicas de lado. O esforço foi recompensado. Valeu o sacrifício? Valeu. Mas eu não faria de novo. Tanto, que fiquei chateado, mas não enfrentei a loucura que foi a compra de ingressos para a última turnê da banda irlandesa aqui no Brasil. A luta pela entrada em 97 não foi pouca coisa, me chamaram de louco, mas nem se compara ao que fazem os fãs do RBD. Nem no auge da euforia, tive disposição ou conheci pessoas que estivessem dispostas a acampar mais de dois mês na porta do lugar só para garantir um espaço colado no palco. O que é que e RBD tem?


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Postado por:monica | 05/11/2008 22:24:50

o q o rbd teeeeeeeeeeeeeem????? tuddddd dddddddddddddddddddddddddddddddddo

Postado por:Vitor Renna | 03/11/2008 18:17:55

Eu também não sei meu amigo, mas se eu também não tivesse nada pra fazer que nem esses fãs eu ficaria lá também hahaha eu comprei meu ingresso pro show deles em são paulo no dia 29 de novembro e eu queria estar na fila a muito tempo mas eu estudo e meus pais nuuuuunca deixariam eu ficar lá mas eu vou conseguir um lugar bom eu acho... Ou não ...

Postado por:melissa beatriz | 02/11/2008 01:49:15

rbd são pessoas normais q conquistarão nossos coraçãeo pelo q são e eu como fãn cinto muito de naum estar lah com essa jenti pq moro em manaus a banda ta pra acaba e naum confirmaram o show aki naum sei mais o q faso mais vou faser tudo q esriver no meu alcance nunca vou dessisti desse sonho foi 4 anos q eu nunca vou eskecer eu cresci com eles eu tenho q realizar meu donho de abraçar minha fadinha(Anahi) algum dia eu consigo pq eles me encinaram a nunca deixar de sonhar e lutar por seus sonhos e me encinaram a crer,acreditar mais enquanto isso so me resta sonhar e mesmo q a banda acabe vau continuar seguindo a carreira de casa um deles. bye


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