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Sidney Rezende

Sidney Rezende

Diretor do SRZD, apresentador do "Brasil TV", da "Rede Globo", e âncora de telejornais da "GloboNews". Sidney foi um dos fundadores da "CBN".

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25/10/2008 12h55

Biografia de Sidney Rezende
Sidney Rezende

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Início da carreira

Encontro com a Imprensa

Panorama Brasil

Baleia Verde

CBN

Globo News e TV Globo

Sidney Rezende é jornalista desde 1985. Sua carreira só começou dois anos após a formatura na Puc do Rio de Janeiro. Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, veio com a família para a cidade maravilhosa ainda pequeno, em meio aos efervescentes acontecimentos de 1968.


Estudante universitário, escolheu o cinema como tema para a sua monografia. Inicialmente pensava em ser cineasta e não sonhava que um dia seria jornalista. Ideário de Glauber Rocha (1986) acabou se transformando numa pesquisa única sobre as declarações do polêmico criador do Cinema Novo. Foi um dos livros recomendados pelo Cahiers du Cinéma, a bíblia do cinema na França. E até hoje esta pesquisa é citada em bibliografias estrangeiras como obra de referência.

A primeira vez que entrou em uma redação foi por meio de um convite de uma colega de sala de aula, Ana de Ava Câmara. "Gente da Terra, Terra da Gente" foi ao ar na "Rádio Roquette Pinto", e pretendia informar o homem do campo, que acordava cedo e ia para a plantação com o seu radinho de pilha a tiracolo. Para ele, um noticiário intercalado com música caipira. Observado pelo diretor da rádio, Procópio Mineiro, que acabara de assumir o cargo, recebe o convite para integrar a nova equipe de jornalismo que estava sendo montada. Ao lado de recém-saídos da rádio "JB", Sidney Rezende experimenta pela primeira vez, sem qualquer conhecimento técnico, a dura vida de um repórter de rua. Dois meses depois, a chefe de redação, Regina Bodstein, pergunta para a redação quem gostaria de cobrir o calvário do presidente Tancredo Neves, internado no Instituto do Coração, em São Paulo. Ela dispunha de três vagas, mas Sidney Rezende foi o único que levantou o braço dizendo que gostaria de ser um dos escolhidos. E foi. Dezessete dias depois, o país ainda sofrendo com a morte de Tancredo, o rádio ganhava um novo apresentador, acumulando, também, pelos próximos 10 anos, a função de repórter.

Seu sucesso com a classe média e formadores de opinião se deu desde a sua estreia na "Rádio Jornal do Brasil", em 1987, como apresentador do programa "Encontro com a Imprensa", onde entrevistou as personalidades mais importantes da política e da cultura do país. Esta súbita projeção o levou, um ano depois, a receber o prêmio "Golfinho de Ouro", de melhor jornalista de rádio do ano, surpreendendo os mais consagrados profissionais da época.

As oportunidades começam a surgir: é convidado para participar do primeiro programa sobre ecologia da tevê brasileira, "Baleia Verde" (1988), produzido pela Intervídeo. E se torna apresentador do "Jornal do Rio", na "TV Bandeirantes". Além de convites para participações em programas como "Sem Censura", da "TVE". Na mídia impressa, foi colaborador de grandes jornais do país. Na "Tribuna da Imprensa", em 1989/90, foi repórter da editoria de Política.

No dia primeiro de maio de 1989, cria o que ele considera ser sua maior ousadia: "Panorama Brasil", o primeiro programa jornalístico da FM brasileira. Todos os especialistas afirmavam, categoricamente, que o rádio AM foi moldado para a fala e o FM somente para a música, dada sua pureza de som. Sidney Rezende, Ricardo Bueno e um grupo de competentes profissionais do microfone quebraram esse paradigma. E levaram ao ar na extinta "Rádio Panorama FM" um modelo original que o ouvinte não havia experimentado antes. O conceito se chamava "jornalismo de atrações".

Em 1991, participa como debatedor do "Sem Censura", na "TV Educativa" ("TVE"), e inicia seu trabalho como âncora na "Rádio CBN", emissora onde foi a primeira voz, e da qual é um dos fundadores. Nesse ano, o trabalho de Sidney Rezende foi registrado no livro As entrevistas do Encontro com a Imprensa , de Clarice Abdalla, pela Editora Vozes.

Em 1993, torna-se professor da Puc-Rio. No ano seguinte, coordena o Seminário de Jornalismo Eletrônico ao Vivo, que se transforma em livro, publicado pela Editora Vozes.

Em 1994, muda-se para Brasília, onde apresenta o "Show de Notícias", da "CBN". Em 1996, volta a ser âncora da "CBN" no Rio de Janeiro e apresenta o jornal "Em Cima da Hora", na "Globo News". Em 2001, sem deixar a "CBN", passa a apresentar o "Conta Corrente", na "Globo News" e o telejornal "Bom Dia Rio", da "TV Globo". Em 2002, Sidney Rezende lança o livro Deve ser Bom ser Você - 102 brasileiros bem-sucedidos dizem o que pensam do sucesso, publicado pela Futura, do grupo Siciliano. Atualmente, também conferencista, percorre o Brasil com suas palestras. Além de editor do portal www.sidneyrezende.com.