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Tigres é recompensado por empenho com gol no fim

Leandro Nunes | Tigres | 12/10/2008 00:03

Em partida de muitos gols, o Tigres levou a melhor sobre o Goytacaz e saiu de campo com vitória por 3 a 2, com o gol da vitória marcado aos 45 minutos do segundo tempo, em partida realizada em Xerém. Com o resultado a equipe de Duque de Caxias chegou a ponta do Grupo I, ao lado do Olaria, com quatro pontos, enquanto o time campista permaneceu com um ponto, ao lado do Nova Iguaçu, que na Rua Bariri perdeu para o Olaria por 1 a 0.

O Tigres com seu time ofensivo começou melhor e criou duas ótimas oportunidades antes dos cinco minutos. Na primeira delas, o artilheiro Roberto entrou livre de frente com o goleiro Gesse, que praticou arrojada defesa por baixo e, no rebote, o próprio atacante bateu por cima.

Na seqüência o lateral-direito Guerra roubou bola e, na linha de fundo, cruzou na medida para Roberto bater de primeira, mas o chute saiu prensado e Ciro salvou o alvi-anil de sofrer o gol.

Sem conseguir sequer passar do meio-campo, o Goytacaz mostrava-se um time nervoso em campo, errava muitos passes e via o adversário se crescer. As bolas alçadas e os chutes de fora da área não davam resultado e o time da casa seguia superior.

Para tentar conter as ações do Tigres no meio-campo, o Goytacaz buscava as saídas em velocidade ,o que pouco aconteceu. O primeiro chute do Goytacaz a gol foi aos 24 minutos, com Tenório.

Mas a máxima de quem não faz leva se repetiu. Aos 30, Schneider acertou um lindo chute de fora da área no ângulo direito de Marcos Paulo, que nada pôde fazer para evitar a abertura do placar, 1 a 0.

Um minuto depois, no terceiro chute a gol, o alvi-anil por pouco não ampliou. Rondinelli chutou de fora da área, a bola explodiu no travessão e quicou em cima da linha e o árbitro mandou o lance seguir.

A vantagem, injusta pelo que demonstravam as duas equipes, foi desfeita aos 37. O zagueiro Gustavo cobrou falta da intermediária pela esquerda, a barreira abriu e comprometeu o goleiro Gessé, que ainda tentou evitar que a bola fosse no fundo da rede, mas não teve jeito: 1 a 1. A igualdade no marcador também durou pouco tempo.

Três minutos depois, o lateral Oziel contou com a sorte e com o fato de o goleiro Gessé estar adiantado. Ao tentar o cruzamento, surpreendeu ao acertar o ângulo esquerdo do arqueiro que, atônico, acompanhou a bola com os olhos e a viu morrer dentro do gol: 2 a 1.

A pressão do Tigres permaneceu e, atordoado, o Goytacaz procurava o equilíbrio para não ver o adversário ampliar a vantagem, o que quase aconteceu aos 43, quando Roberto chegou para finalizar e desperdiçou.

O Goytacaz se limitava a defender mas, nas tentativas de longa distância, foi contemplado ainda no primeiro tempo com novo empate, em mais um chute de fora da área. Deni recebeu passe em profundidade e foi derrubado na meia-lua. Rondinelli cobrou com violência e contou com o desvio na barreira que, que abriu para que ele marcasse o seu décimo gol na competição. 2 a 2.

As equipes foram para o vestiário com sentimentos distintos. Enquanto o Goytacaz comemorava a igualdade no marcador, o Tigres lamentava não vencer até mesmo com boa diferença.

Expulsão de Índio foi determinante

Mesmo com o domínio das ações e chegando com freqüência na área do adversário, o Tigres não chegava ao terceiro gol. Um lance aos 16 minutos facilitou a vida dos donos da casa: o meia Índio fez falta violenta em Oziel e recebeu o cartão vermelho. A vantagem numérica em campo incendiou o Tigres e fez o Goytacaz se retrancar ainda mais.

O treinador Lucho Nizzo, vendo o desespero do adversário que não criava jogadas de ataque, fez duas mudanças colocando homens de ataque enquanto, acuado, Eugênio Carlos colocou mais um defensor, o zagueiro André Bahia no lugar de Bill, que puxava as jogadas em velocidade para o ataque.

Dois lances seguidos definiram o resultado final da partida que permanecer igual até o último lance de jogo. Aos 44, Rondinelli que já havia pedido para sair devido ao desgaste que o setor de meio-campo foi submetido por ter um jogador a menos, recebeu passe em profundidade e, marcado por um adversário, entrou na área e tentou deslocar o goleiro Marcos Paulo, que fez bela defesa pelo alto.

Pressionando, o Tigres conseguiu um escanteio pela esquerda. Cobrança feita, o zagueiro Gustavo desviou e o atacante Maicon, que havia substituído Roberto, completou para a rede. Os jogadores do Goytacaz pediram impedimento ignorado pelo árbitro: 3 a 2.

Mesmo com a partida interrompida diversas vezes para atendimento médico e substituições, o árbitro Adricélio André dos Santos não acrescentou mais de dois minutos e deu por encerrada a parida.

O time da casa comemorou o resultado que lhe mantém em boa situação para brigar por uma das duas vagas para a fase seguinte, enquanto o Goytacaz amargou o resultado negativo e sabe que para reverter o quadro, terá que melhorar muito.

A partida

CT do Tigres (Xerém-RJ)

Árbitro: Adricélio André dos Santos.

Assistentes: Márcio Fernando da Silva e Ivan Silva Araújo.

Tigres: Marcos Paulo, Guerra, Gustavo, Zé Carlos e Oziel; Leão (Serginho), Dênis (André), Marquinhos e Clayton; Roberto (Maicon) e Eduardo. Técnico: Lucho Nizzo.

Goytacaz: Gessé, Schneider, Dermerson, Ciro e Bill (André Bahia); Índio, Joel, Leandro Leite e Rondinelli; Tenório (Fábio) e Denni (Gérson). Técnico: Eugênio Carlos.

Cartões amarelos: Dênis, André e Gusavo (TIG); Bill, Joel e Deni (GOY).

Cartão vermelho: Índio (GOY).


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