Em mais um dia tenso para a economia, Lula e Bush falam sobre a crise
Redação SRZD | Economia | 10/10/2008 12:28
Diante de mais um dia tenso no contexto da crise financeira mundial, em que a Bolsa de Valores de São Paulo teve suas negociações interrompidas pela 3ª vez na semana, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista a vários portais da internet e agências de notícias, ainda na manhã desta sexta-feira (10).
Lula descartou a hipótese de um pacote para combater os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira, afirmando que o Brasil já teve muitos pacotes e por isso "quebrou a cara muitas vezes". "Comigo não tem pacote. Serão medidas a medidas, pontuais", afirmou.
Para o presidente, a crise deve ser acompanhada com uma lupa, "para não sermos pegos de surpresa", e seu papel é "passar para a sociedade a serenidade que a sociedade precisa para continuar acreditando no país".
"Eu continuo otimista que a gente vai ter um grande Natal no Brasil. Até porque, o Brasil, embora esteja vivo e participando da economia global, a crise não chega no mesmo tamanho em todos os países do mundo. No Brasil nós não temos ainda nenhum grande projeto que sofreu qualquer arranhão", declarou o presidente.
Lula, no entanto, ponderou seus comentários. "Obviamente, se houver uma crise profunda de recessão nos Estados Unidos e ela atingir a Europa, que atinge a China, é óbvio que todos os países irão sofrer. Agora, eu estou convencido de que o Brasil sofrerá menos do que qualquer outro país a crise surgida nos Estados Unidos", disse.
George W. Bush, em mais um pronunciamento na Casa Branca para tentar tranqüilizar os investidores, disse que a crise será resolvida. "Temos várias ferramentas à nossa disposição e vamos usá-las com agressividade", afirmou.






























