Quantas vezes ouvimos as expressões "o maior espetáculo da Terra" e "a mais deslumbrante festa do planeta"? Nem precisaria associá-las ao Carnaval do Rio de Janeiro. Mas é dele que estamos falando. E de fato é um evento complexo, grandioso e por isso uma referência global.
O aparente descompromisso da folia nos impede de entender os bastidores, as intrincadas relações profissionais, pessoais, empresariais, políticas e financeiras. Por várias razões preferimos a superfície do que o aprofundamento. Entender para quê, não é? Carnaval é ou não é diversão?
Este post não entrará em filigranas, até por desconhecimento de causa. Mas vale jogar um pouco mais de luz onde os holofotes não alcançam: os bastidores.
Há anos observo que o presidente da Liesa, Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Jorge Castanheira, neste período em que todos ficam contentes, ele emagrece, os olhos e a face afundam, os braços nem sempre parecem obedecer o comando do cérebro. Penso comigo: "este cara vai enfartar". Sinceramente não sei como ele ainda mantém a fidalguia, o cavalheirismo, que são algumas das suas qualidades, em meio a um turbilhão de questiúnculas. Eu já teria enlouquecido.
Não há pessoa séria que não tenha consciência do desafio de administrar esta "Nasa" de problemas. Em tempo, este formato atual de gestão do Carnaval, hoje combinado com a Prefeitura e a máquina pública estadual, amadureceu desde o seu nascimento em 1984, quando dirigentes de dez das principais escolas de samba do Rio de Janeiro se uniram com o propósito de gerenciar os desfiles, repassando os lucros para as escolas de samba do Grupo Especial.
Diferentemente dos repórteres do SRZD-Carnaval que vivem a festa o ano inteiro, eu estive na Passarela de Samba no desfile do ano passado e na cerimônia de lavagem da pista, com o brinde do ensaio técnico que reuniu duas potências: Vila Isabel e Salgueiro. Neste único dia, gentil como sempre, Jorge Castanheira me levou para ver a imensa cozinha - ainda em obras - onde até o ano anterior funcionava a sala de imprensa. Se funcionar como se espera, os camarotes e todo o Sambódromo receberão atendimento de muito melhor qualidade. Comida e bebida, como todos sabem, não podem faltar. A obra como outras tantas estão sendo tocadas por Castanheira e suas equipes de engenheiros e operários.
Após a visita, encontramos com o prefeito Eduardo Paes, e eu próprio tomei a iniciativa de comentar o que tinha visto. O prefeito fez um elogio ao trabalho, eu aproveitei para dizer do que escrevo agora, o desafio de administrar detalhes complexos que formam um eixo difícil do leigo entender. Em resumo, Carnaval é para profissionais.
Optei em escrever este post não só para reconhecer os imensos desafios da organização da festa, para elogiar Jorge Castanheira, o cara que menos se diverte e dá o sangue para o resultado sair perfeito. Com o que hoje sei dos bastidores e dos palcos do Carnaval, posso afirmar sem medo de arranhar um milímetro nossa credibilidade, erram os que ainda pensam que o Carnaval do Rio é uma festa de bicheiros. Pensar assim, é uma crueldade com pessoas sérias que emprestam sua inteligência, esforço, paixão e sacrifício pessoal para que nós enchamos a boca para dizer: "Carnaval do Brasil: o maior espetáculo da Terra, sim, senhor".
Salve a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, sempre combatente aos interesses da politicada do estado, ávida pelo poder administrativo das escolas. Saudações!
O CARNAVAL DO RIO E UMA INDUSTRIA. E MUITO BOA, E BEM ADMINISTRADA. PARABENS AOS EMPRESARIOS DA ALEGRIA.
Em uma terra muito distante daqui vive um povo hospitaleiro, orgulhoso por ser assim. Seu Lema: "Recebemos Todos de Braços Abertos, Não Discriminamos Ninguém" Criaram "O Maior Espetáculo da Terra", um orgulho nacional. Organizado, com data e horário previamente determinado, e Grandioso em sua totalidade, com desfiles de Agremiações, com dezenas de anos de existência, oriundas de Planos Elevados (geograficamente falando) na sua essência. O local onde se realiza o "desfile principal" é para todos, um "lugar totalmente democrático". Lá, todo ano, uma jovem que se chama Sissintindo, desfila e "atrai" para si os holofotes daqueles que patrocinam a "grande festa popular". Vaidosa, quer aparecer mais que suas outras irmãs, como a Tassiachando, tem atitudes insanas, burra até, não sabe a dança, o bailado, muitas vezes a música, quiçá a história daquela Agremiação que é usada momentaneamente como trampolim para sua carreira, mesmo assim, expõe-se ano após ano ao ridículo de tal comportamento. Sissintindo demonstraria ser magnânima estando ao lado de uma estereotipo da própria comunidade. Não teria chance, é verdade, de aparecer, mas ficaria mais simpática. Mas como deixar que uma simples balconista ou uma serviçal sobressaia sem que ao menos seja preciso usar suas indumentárias caríssimas, apenas usando um shortinho ou micro-vestido e um salto alto? É demais para sua soberba ter que admitir e tolerar tal despautério. Ela tenta de todas as formas evitar, afinal de contas seu objetivo único pode ir por água a baixo, o glamour das capas dos jornais e revistas. É tão sequelada que esquece que no local de sua exibição, existe um ambiente reservado aos amigos e afins daquela que é reconhecidamente valorizada - o tal do Setor 1, que se unirão para ajudar a injustiçada, que mesmo eleita justamente como musa da comunidade da Escola, tem que matar um leão por dia para conseguir desfilar. Chega o "grande dia"