Presidente da ABIH-RJ critica falta de segurança na Rodoviária Novo Rio
Redação SRZD | Rio+ | 07/02/2013 20h59

No ano em que o Rio de Janeiro dará início à agenda de eventos internacionais sediados no Brasil, o SRZD constatou que uma das principais portas de recepção dos turistas na cidade continua desprezada pelas autoridades públicas. Uma série de reportagens realizada em 2011 alertou sobre a livre ação de criminosos e usuários de drogas no entorno da Rodoviária Novo Rio, mas dois anos depois a situação não mudou.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ) se manifestou nesta quinta-feira sobre a falta de segurança no terminal e lamentou, em entrevista ao SRZD, que a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT), localizada no Leblon, só ofereça respaldo aos turistas estrangeiros.
"A DEAT tem estrutura excelente, mas o atendimento está mais focado aos turistas internacionais. Os demais são levados para a delegacia comum. A grande questão é que o tratamento do turista do interior do Brasil deveria ser diferente do tratamento do morador local, porque quem vem para a cidade certamente é mais frágil, não tem uma infraestrutura por estar longe de casa e da família", criticou Alfredo Lopes.
Como opção de segurança ao turista nacional, o presidente da ABIH-RJ sugere que os registros policiais pudessem ser feitos nas próprias recepções dos hotéis em que eles estão hospedados, assim como acontece nos casos internacionais. Além das críticas à ausência de repressão a crimes na rodoviária, Alfredo Lopes alerta que outras portas de entrada da capital sofrem ainda mais com o despreparo do poder público.
"A situação é complicada nos pontos de fora da rodoviária. E os aeroportos estão ainda piores que a rodoviária. É necessário um choque de ordem para atendimento e equipamento. Muita melhora tem que acontecer para o Rio se adequar ao mínimo necessário para receber eventos como Copa e Olimpíadas", ressaltou Lopes.
Nesta quinta-feira, doze cambistas que atuavam na Rodoviária Novo Rio foram detidos. Eles compravam passagens de ônibus e as revendiam por preços mais altos do que os cobrados nos guichês. Os policiais se passaram por passageiros interessados em comprar os bilhetes e fecharam o cerco aos suspeitos. Um deles estava disfarçado com peruca, boné e barba falsa.
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Iasfy
Membro SRZD desde 15/12/2011
08/02/2013 18:03:16
ISSO É O RIO DE JANEIRO....DISSO A PIOR...QUE PENA E LAMENTÁVEL.








Comentários (1)